A circulação de ônibus foi normalizada na manhã desta quinta-feira (2), um dia após os rodoviários decidirem suspender a greve que paralisava o transporte desde segunda-feira (29), no Rio. Nos principais pontos e terminais, a oferta de coletivos aumentou e as filas registradas nos últimos dias praticamente desapareceram.
Nas primeiras horas da manhã, o movimento no Terminal Gentileza, um dos principais polos de integração do transporte público da cidade, foi intenso, mas sem registro de transtornos. Com a suspensão da greve dos rodoviários, passageiros seguiram embarcando normalmente, embora alguns se queixassem dos atrasos pontuais
“Infelizmente, os ônibus ainda estão passando de meia em meia hora, mas nada de compara a anteontem, quando cheguei no trabalha com mais de 2 horas de atraso”, disse uma passageira ao Bom Dia, Rio.
O retorno da frota ocorreu depois que a categoria aprovou, em assembleia realizada na quarta-feira (1º), a suspensão da paralisação e a retomada das atividades. Apesar da decisão, os trabalhadores seguem em estado de greve, o que permite uma nova interrupção do serviço caso as negociações com as empresas não avancem.
O Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR-Rio) informou que, desde a meia-noite, tanto os ônibus convencionais quanto o sistema BRT passaram a operar com a frota integral.
O que levou ao fim da paralisação
A decisão de encerrar temporariamente a greve foi influenciada por dois fatores principais. O primeiro é a determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que elevou de 50% para 80% o percentual mínimo da frota que deveria permanecer em circulação durante a paralisação.
Na quarta-feira, mesmo com a nova determinação, o Rio Ônibus informou que apenas 1.650 veículos circulavam às 7h.
Outro fator acabou sendo a audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Durante a reunião, o TRT e o Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitaram que os rodoviários suspendessem a greve até a próxima rodada de negociações, marcada para segunda-feira (6).
Em contrapartida, as empresas assumiram o compromisso de não descontar os dias parados nem o vale-refeição dos trabalhadores, além de discutir uma proposta de reajuste salarial superior aos 4% oferecidos até o momento.
Entenda a greve
A greve foi aprovada pelos rodoviários na noite de domingo. A categoria reivindica piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados, além de reajuste no vale-alimentação e adoção da escala de trabalho 5×2.






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