Novas imagens de câmeras de segurança mostram em detalhes o assassinato de Batata

Câmeras da região registraram com mais detalhes a sequência que terminou com o animal baleado quatro vezes no Alto da Tijuca. Caso ocorreu neste sábado (22) e é investigado pela Polícia Civil

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Novas imagens de câmeras  de segurança apresentam com mais detalhes como aconteceu o assassinato cão Batata, sábado (22/08) à tarde, em uma região nobre da Tijuca. As cenas mostram Batata latindo para o atirador e seu cachorro, que avançam até que Batata corre na direção do  outro cão é alvejado quatro vezes. O caso foi registrado na 19ª DP (Tijuca). 

Segundo a Polícia Civil, agentes realizam diligências para apurar os fatos e identificar a autoria do crime. “Provavelmente ele agora vai dar uma sumida, mas era comum vê-lo andando por aqui com um cachorro que parecia um pitbull”, disse o morador Marcelo Borges.

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou apenas que no sábado, policiais militares do 6º BPM (Tijuca) foram acionados para uma ocorrência envolvendo maus-tratos a animais, na Rua Sabóia Lima, na Tijuca. No local, os agentes foram informados de que um cachorro havia sido morto por disparos de arma de fogo e que não havia informações sobre a motivação.

‘Foi tudo muito rápido’, diz tutora

A morte de Batata causou revolta entre moradores do Alto da Tijuca. Segundo a tutora do animal, que pediu para não ser identificada, tudo aconteceu por volta das 15h45, quando os dois cachorros escaparam de casa.

“Foi tudo muito rápido. Eu estava saindo de casa quando percebi que esquecera a carteira. Voltei pra buscar e ao abrir a porta a Doguinha, minha outra cachorrinha, escapou. Quando tentei pegá-la, o Batata, que tem muito ciúme dela, escapou também e quando olhei tudo aconteceu”, contou.

Segundo ela, após os disparos, o homem, que também estava passeando com um cãozinho, saiu andando calmamente. A tutora afirmou ainda que teme encontrar novamente o atirador.

Os tiros ressoaram pelas ruas do Alto da Tijuca e o caso virou assunto entre moradores da região. “Batata era um brincalhão. Todos aqui o conheciam”, afirmou Davi Silva, morador da rua. “Se ele estivesse mesmo atacando, bastava um pisão forte no chão ou no máximo um tiro pro alto”, disse João Fernandes, também morador da rua. “Nem militar é treinado pra dar quatro tiros em alguém”.

“Sabe-se lá por qual motivo, o Batata, que jamais agiu assim antes, começou a latir defendendo o território. Qualquer dono de cachorro já passou por uma situação parecida”, diz o músico e também morador do entorno Gilberto Pimentel. “Geralmente, você vira e vai embora. Não se sai dando quatro tiros assim”, completou.

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