Nova defesa de Vorcaro pede audiência com André Mendonça para retomar negociação de delação

Advogado do ex-controlador do Banco Master procura relator do caso no STF em um dos primeiros movimentos após assumir a defesa; colaboração premiada já foi rejeitada pela PF e pela PGR

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A nova defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, pediu uma audiência com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações envolvendo o empresário, informa a jornalista Andreia Sadi em seu blog no portal g1. A expectativa é que o encontro seja realizado nos próximos dias e marque uma das primeiras iniciativas da nova equipe jurídica no processo.

O criminalista Daniel Bialski passou a atuar na defesa de Vorcaro ao lado do advogado Sérgio Leonardo, que já acompanhava o caso. A mudança abre uma nova etapa na estratégia jurídica do empresário, que está preso e é investigado no âmbito das apurações sobre as operações do Banco Master.

Entre as possibilidades que deverão ser analisadas pelos advogados está uma nova tentativa de negociação de um acordo de colaboração premiada. Vorcaro já buscou esse caminho anteriormente, mas as tratativas não prosperaram.

Audiência é um dos primeiros movimentos da nova defesa

O pedido de audiência com André Mendonça ganha relevância justamente por ocorrer no início do trabalho de Bialski no caso. O advogado começou a analisar os autos e, ao lado de Sérgio Leonardo, deverá definir os próximos passos da defesa.

Bialski foi contratado depois de uma reunião com Vorcaro e Sérgio Leonardo na unidade prisional em Brasília. A chegada do criminalista ocorre depois da saída de José Luís Oliveira Lima, o Juca, que deixou a defesa em maio, após o insucesso das negociações anteriores para uma colaboração.

O movimento em direção ao gabinete do relator, entretanto, não significa que uma eventual delação esteja sendo negociada diretamente com o ministro. Pela legislação, o acordo de colaboração é negociado com os órgãos responsáveis pela investigação e acusação. Ao STF caberia posteriormente analisar a homologação, caso as partes cheguem a um entendimento.

Por isso, uma eventual retomada das negociações exigiria que a defesa conseguisse convencer Polícia Federal (PF) e/ou Procuradoria-Geral da República (PGR) de que Vorcaro tem informações relevantes e elementos capazes de contribuir efetivamente para as investigações.

Tentativas anteriores de delação fracassaram

A colaboração premiada já foi uma das principais apostas da defesa de Vorcaro. Em março, o empresário chegou a assinar um termo de confidencialidade com a PF e a PGR, etapa preliminar para a negociação de um possível acordo.

Em maio, os advogados entregaram à PF e à PGR um material com as linhas gerais dos anexos que poderiam integrar a colaboração. Na ocasião, segundo informações divulgadas sobre as tratativas, o conteúdo ainda não apresentava os documentos completos nem os depoimentos formais que sustentariam um eventual acordo.

As conversas, porém, não avançaram. Em junho, a PGR rejeitou uma nova proposta apresentada pelo empresário. A Polícia Federal também havia encerrado sua negociação. O entendimento relatado à época era de que Vorcaro não havia apresentado elementos suficientemente novos ou condições de comprovar parte das informações que se propunha a fornecer.

Como não houve acordo, o material não chegou à fase de homologação pelo STF.

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