Do carro de César Maia ao sonho do Guanabara: como Eduardo Paes virou o político que o Rio parece não conseguir largar

Ele sambou entre partidos, abraçou o subúrbio e agora quer trocar as chaves do Palácio da Cidade pelas do Palácio Guanabara sem perder o ritmo

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Às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, em agosto, Eduardo Paes entra formalmente na disputa pelo governo do Rio de Janeiro pelo PSD. Aos 56 anos, o prefeito chega à corrida pelo Palácio Guanabara depois de quatro mandatos à frente da Prefeitura, duas derrotas em eleições para governador e uma trajetória política que começou, ainda jovem, ao volante do carro de César Maia — e percorreu praticamente todos os espaços de poder da política fluminense. Aos 56 anos, o candidato que deixou a prefeitura em março para tentar pela terceira vez o governo estadual, carrega uma experiência administrativa rara e uma coleção igualmente rara de mudanças de partido, alianças, rompimentos, obras monumentais e, claro, controvérsias.

Desde antes do começo de tudo, nos distantes anos 1990, todo sempre soube que ele queria um dia governar o estado, mas não deixa de ser curioso Paes tentar pela terceira vez um cargo que sempre lhe escapou. Foi assim em 2006, quando amargou pouco mais de 5% dos votos válidos, e de novo em 2018, quando um ex-juiz federal praticamente desconhecido despontou nas últimas semanas de campanha e o derrotou no segundo turno com folga generosa.  

E, no entanto, lá vem ele de novo, com o apoio de Lula e uma eterna dança de balé com antiga aliança de conveniência com a direita. É um recomeço que, vá lá, pode ter  cara de reboot, mas com uma diferença importante: desta vez o carioca mais votado da história municipal chega com um currículo que nenhum adversário conseguiu acumular. 

De motorista ao dono do possante: a origem do “menudo” que aprendeu a dirigir o Rio 

Eduardo da Costa Paes nasceu em 14 de novembro de 1969 e é bacharel em direito pela PUC-Rio. Sua trajetória política começou no início dos anos 1990, quando integrou a Juventude Cesar Maia, um movimento que reunia jovens promissores sob as asas do então candidato a prefeito, como Antônio Pedro Índio da Costa, Antônio Pedro Figueira de Melo, Rodrigo Bethlem, entre outros. Paes era considerado o mais brilhante entre eles, segundo os relatos da época. 

A Juventude Cesar Maia não era exatamente uma organização partidária formal com estatuto, diretório e cerimônia de posse. O grupo reunia universitários entusiasmados que viam em Maia, egresso do Partido Comunista Brasileiro e depois com passagens pelo PDT e PMDB, uma figura de renovação para a política carioca.  

Internamente o grupo brincava e se autointitulava os “Cesar’s Boys”. A imprensa descobriu a história e escalou a gozação. Passou a chamá-los de “Menudos”, nome da famosa banda porto-riquenha e um apelido que fazia referência à juventude, à aparência bem cuidada e à origem social de boa parte daquele grupo. 

Paes chegou a esse núcleo ainda estudante e, com a vitória de Cesar Maia na eleição municipal de 1992, foi recompensado com a subprefeitura da Barra e de Jacarepaguá aos 23 anos, um cargo de gestão local que funcionava, na prática, como escola de governo para os quadros mais promissores do prefeito. Foi esse “estágio”, como ele próprio já descreveu, que lançou sua trajetória política. 

Eduardo Paes em caminhada com Cesar Maia nas eleições de 1992 | Crédito: Reprodução

A enchente que catapultou a fama de um subprefeito de 23 anos 

Em 13 de fevereiro de 1996, um temporal histórico despejou 304 milímetros de chuva em 24 horas sobre Jacarepaguá, o maior índice pluviométrico registrado na região em 25 anos. O rio Grande transbordou, a Cidade de Deus e bairros vizinhos como Freguesia, Covanca, Tanque e Taquara ficaram parcialmente submersos, e o resultado oficial foi de 53 mortos e cerca de 2.000 desabrigados apenas na Cidade de Deus. 

Eduardo Paes, subprefeito da Barra e Jacarepaguá, tornou-se a face da prefeitura na região devastada. Ele atuou em regime de assembleia permanente, coordenando as ações pessoalmente em áreas de risco. Paes já havia construído uma imagem de administrador jovem e ativo, e a imprensa acompanhava suas ações com relativa simpatia. A exposição na mídia durante a tragédia foi decisiva para sua carreira. 

Gerir uma região atingida por uma catástrofe natural dessa magnitude, com obras emergenciais de dragagem e canalização iniciadas logo em seguida pela Prefeitura, deu a ele visibilidade que dificilmente teria conquistado num mandato administrativo tranquilo. E a chance de subir mais um degrau no olimpo político. 

A destruição causada pelas enchentes em Jacarepaguá em 1996 | Crédito: Reprodução

82.418 votos: não foi recorde do Rio, foi recorde nacional 

Em 1996, Paes foi eleito vereador pelo PFL com 82.418 votos. Foi o mais votado da eleição municipal do Rio e, sobretudo, alcançou naquele pleito a maior votação já obtida por um candidato a vereador no Brasil. A segunda colocada, por exemplo, Rosa Fernandes, teve 72.038 votos e é herdeira de um clã político de tradição e presença na Zona Norte. 

O número impressionou não apenas pela magnitude, mas pelo contexto: Paes era um jovem de 27 anos que havia deixado o Partido Verde no ano anterior e migrado para uma legenda de centro-direita. Ele não era, nem nunca foi, um ambientalista de carteirinha. Ele ingressou na equipe de Cesar Maia já filiado ao PV, mas logo percebeu que a legenda não lhe oferecia o espaço político que desejava.  

Em 1995, trocou o PV pelo PFL, partido pelo qual se elegeria vereador no ano seguinte. Essa flexibilidade ideológica precoce ajudaria a explicar, décadas mais tarde, por que ninguém no Rio de Janeiro se surpreende quando Eduardo Paes muda de partido: ele começou a fazer isso ainda muito antes de completar trinta anos.  

Eduardo Paes na primeira campanha para vereador | Crédito: Reprodução

De vereador recordista a deputado federal 

Em 1998, Eduardo Paes elegeu-se deputado federal pelo com 117.164 votos, o sexto mais votado no estado. Nas eleições de 2002 seu nome foi cotado para disputar pela primeira vez o governo do Rio de Janeiro em uma forte aliança entre PFL, PMDB e PSDB. Mas Eduardo desistiu no início do ano, desapontando muitos correligionários. Aos amigos mais próximos ele brincava que tinha pesquisas indicando que não tinha chance alguma de vencer. E, caso perdesse, “o Cesar vai me botar pra puxar legenda de vereador na próxima eleição”. A deputada Solange Amaral assumiu seu lugar, mas teve um desempenho pífio. 

Apuradas as urnas, Eduardo teve 186.221 votos, subindo para a quarta colocação entre os mais votados. A vitória foi fundamental para Eduardo porque toda a máquina política dos Maia estava mobilizada para dar uma votação expressiva a Rodrigo Maia, que disputava sua segunda eleição e buscava a projeção nacional que acabou levando-o à Presidência da Câmara dos Deputados em 2014. 

Verde que te quero verde: o divisor de águas na Secretaria do Meio Ambiente 

Paes assumiu a Secretaria Municipal de Meio Ambiente em 1º de janeiro de 2001, no início do segundo mandato de Cesar Maia como prefeito, permanecendo no cargo até abril de 2002. À frente da pasta, ficou conhecido por promover mutirões de reflorestamento que plantaram mais de um milhão de mudas de árvores em áreas degradadas da cidade, um programa que ajudou a consolidar sua imagem como gestor eficiente e afinado com pautas urbanas então em ascensão. 

O período também marcou o início do desgaste com seu padrinho político. Foi justamente ao deixar essa secretaria, para concorrer à reeleição como deputado federal, que Paes trocou definitivamente o PFL pelo PSDB, rompendo com a estrutura que o formara. A passagem pelo Meio Ambiente, breve, mas simbólica, funciona hoje como divisor de águas entre o Eduardo Paes formado sob a tutela de Cesar Maia e o político que começaria, a partir dali, a construir carreira própria. 

O biólogo Mário Moscatelli com Eduardo Paes, então secretário de Meio Ambiente | Crédito: Reprodução

Com a mãe dos outros não se brinca 

Durante a CPI dos Correios, em 2005, no auge do escândalo do mensalão, Eduardo Paes era deputado federal pelo PSDB e um dos opositores mais ativos do presidente Lula, chegando a chamá-lo publicamente de “chefe de quadrilha”. Nesse período, Paes também fez ataques pessoais a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, envolvido no caso da empresa de games Gamecorp. 

Marisa Letícia, primeira-dama e mãe de Fábio, ficou particularmente injuriada com os ataques e passou a nutrir forte rejeição a Paes, um ressentimento que, segundo relatos da época, ela fazia questão de não deixar o marido esquecer. 

Três anos depois, em 2008, já como pré-candidato à Prefeitura do Rio e em busca de apoio do PT, Paes buscou reconciliação. Num encontro com Lula articulado por Sérgio Cabral na Base Aérea de Santa Cruz, reconheceu o erro de tê-lo chamado de “chefe de quadrilha” e entregou pessoalmente uma carta de desculpas endereçada à própria Marisa, pelos ataques a Fábio Luís. Os dois políticos se entenderam, mas a primeira-dama, segundo o relato, seguiu apenas “tolerando” Paes dali em diante. Nunca desenvolveu simpatia genuína por ele. 

O episódio ficou tão conhecido que voltou à tona durante a campanha de 2008: em debate de segundo turno, Fernando Gabeira cobrou publicamente que Paes revelasse o teor da carta, ao que ele respondeu, mordaz, que um pedido de desculpas a uma mãe era coisa séria demais para virar munição de debate _ e recusou-se a divulgar o texto. 

O tropeço de 2006 

Em 2006, Eduardo Paes disputou pela primeira vez o governo do Estado do Rio de Janeiro pelo PSDB, mas obteve apenas 5,33% dos votos válidos em uma eleição polarizada entre Sérgio Cabral e Denise Frossard. O contexto eleitoral era marcado pelo forte desgaste do grupo garotinho e pela ascensão do peemedebista Sérgio Cabral, então apoiado por Lula, que acabou vencendo uma disputa apertadíssima. 

No segundo turno, Paes apoiou Cabral. E aquela que seria a pior derrota de sua carreira acabaria sendo, também, o investimento político mais rentável que ele já fez. Foi exatamente esse apoio a Cabral que lhe renderia, meses depois, a Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer do estado, plataforma que o projetaria rumo à Prefeitura dois anos mais tarde. 

À frente da pasta, Eduardo Paes teve papel relevante na organização dos Jogos Pan-Americanos de 2007, realizados no Rio, um evento que, apesar de estourar o orçamento inicial e acumular críticas por gastos excessivos, funcionou como vitrine internacional para a cidade e para o próprio secretário, que passou a ser associado publicamente à capacidade de entregar grandes eventos esportivos. 

O gol contra de Fernando Gabeira que deu a Prefeitura a Paes 

Durante a disputa pela prefeitura do Rio em 2008, o candidato Fernando Gabeira tinha suas idiossincrasias. Uma delas era não abandonar os treinos de natação na piscina do Flamengo, o que deixava marqueteiros e aliados verdes de ódio. Um dia, em pleno segundo turno, ao sair da água, Gabeira foi avisado por um assessor que a deputada Lucinha, do PSDB, que fazia parte de sua aliança, havia declarado voto em Eduardo Paes. 

Indignado, Gabeira não percebeu a presença de jornalistas que cobriam a sua campanha e ao telefone chamou Lucinha de “analfabeta política” e afirmou que ela tinha uma “visão suburbana” da política. A frase viralizou como se dizia mesmo antes das redes sociais dominarem tudo, e a campanha de Eduardo Paes tratou de explorá-la sem qualquer sutileza, associando o adversário à imagem de um candidato de elite, desconectado da Zona Norte e da Zona Oeste da cidade. 

Por toda a cidade surgiram faixas, panfletos e cartazes com os dizeres “Suburbano com orgulho”. Gabeira nunca se recuperou do episódio e quanto mais se explicava pior ficava sua imagem. Acusou os jornalistas de terem “roubado a frase”. Uma acusação estranha para quem fez carreira justamente como jornalista e defensor da liberdade de imprensa. 

A eleição de 2008 foi uma das mais apertadas da história do Rio. Eduardo Paes venceu Fernando Gabeira no segundo turno por uma diferença de apenas 55 mil votos, o equivalente a 1,6% dos votos válidos. Sem o episódio Gabeira, a história poderia ter sido diferente. O que começou como um deslize verbal do candidato do PV terminou como o maior trunfo de seu adversário. Uma lição sobre o peso das palavras na política. 

Fernando Gabeira falou o que não devia e acabou entregando a eleição para Eduardo Paes em 2008 | Crédito: Reprodução

Tragédia nos céus: a perda do homem de confiança 

Em junho de 2009, a administração municipal ainda engrenava quando sofreu um baque humano com a morte de Marcelo Parente Gomes de Oliveira, então chefe de gabinete e um dos assessores mais próximos de Eduardo Paes. Marcelo e sua esposa, a psicóloga Marcelle Valpaços Sarlo Parente, estavam a bordo do voo Air France 447, que caiu no Oceano Atlântico enquanto fazia a rota Rio de Janeiro a Paris. 

Sua morte interrompeu uma trajetória que havia acompanhado Paes desde os primeiros passos administrativos. O episódio ganhou uma dimensão particularmente dolorosa porque o chefe de gabinete não era um funcionário recém-chegado ao poder: era um dos homens que estavam ao lado de Paes desde a juventude política. A morte precoce do amigo e chefe de gabinete foi um dos golpes pessoais mais duros enfrentados por Paes em sua vida pública, e o episódio segue sendo lembrado por quem acompanhou de perto os bastidores daquela Prefeitura. 

As marcas e o legado da Copa e da Olimpíada 

Os dois mandatos de Paes à frente da Prefeitura, entre 2009 e 2017, coincidiram com a preparação e realização de dois megaeventos globais: a Copa do Mundo de 2014, cujas finais foram sediadas no Maracanã, e os Jogos Olímpicos de 2016, os primeiros da história a acontecer na América do Sul.  

Foi nesse período que a cidade ganhou o sistema de BRT, corredores expressos de ônibus que prometiam reorganizar a mobilidade urbana, além da revitalização da Zona Portuária, com a derrubada do Elevado da Perimetral e a criação do Boulevard Olímpico, um dos marcos mais visíveis dessa gestão. 

Mas o saldo é ambivalente: por um lado, o Rio ganhou infraestrutura de transporte e uma renovação urbana que mudou a cara de regiões inteiras da cidade; por outro, o legado ficou marcado por denúncias de superfaturamento, remoções de comunidades para dar lugar a obras olímpicas e um sistema de BRT que, com o tempo, sofreria com abandono e depredação. Para seus defensores, Paes transformou o Rio em uma cidade global. Para seus críticos, ele entregou a cidade às grandes construtoras, deixando um rastro de dívidas e promessas não cumpridas. 

A temporada americana e o juiz que chegou do nada 

Após deixar a prefeitura, Eduardo Paes mudou-se para os Estados Unidos, onde trabalhou por cerca de um ano como consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Washington. Em abril de 2017, assumiu a presidência para a América Latina da BYD, gigante chinesa de veículos elétricos, cargo que ocupou até julho de 2018 quando resolveu disputar novamente o governo do estado. 

Foi uma das derrotas mais espetaculares da política fluminense recente. Paes, que já havia sido prefeito por oito anos e tinha um dos maiores currículos da política do Rio de Janeiro, foi atropelado por um “juiz desconhecido, que nunca participou de operação importante”, como ele mesmo definiu Wilson Witzel. O juiz “desconhecido”, saltou de cerca de 2% nas pesquisas para 59,8% dos votos no segundo turno. Paes obteve 40,3% de apoio dos eleitores. 

Eduardo Paes antes de debate nas eleições de 21018 com Wilson Witzel, o juiz “desconhecido” que o atropelou | Crédito: Divulgação

O retorno do filho pródigo 

Depois da derrota de 2018, Paes voltou à disputa municipal em 2020, então filiado ao DEM, e venceu Marcelo Crivella no segundo turno com 64,07% dos votos válidos, retomando a Prefeitura que havia deixado três anos antes. Em maio de 2021, já no exercício do terceiro mandato, filiou-se ao PSD, legenda onde está até hoje.  

Ao reassumir a cidade depois da gestão conturbada de Crivella, entre 2017 e 2020, Paes de fato encontrou um cenário de recomeço na área de mobilidade: precisou recuperar parte do sistema de BRTs, que havia se deteriorado, e concluir a Transbrasil, corredor expresso que só seria inaugurado em 2024, anos depois do cronograma originalmente previsto ainda em sua própria gestão anterior. 

Ao deixar a Prefeitura em 20 de março de 2026, para se dedicar à pré-candidatura ao governo do estado, Eduardo Paes somava exatos 4.827 dias no comando da cidade ao longo de quatro mandatos, superando o recorde anterior de Cesar Maia, que havia governado o Rio por doze anos entre gestões não consecutivas. Na carta de renúncia enviada à Câmara Municipal, Paes fez questão de destacar essa marca histórica, afirmando que deixava uma cidade “mais desenvolvida, menos desigual e mais inclusiva”. 

Qual o balanço da última gestão de Eduardo Paes na Prefeitura? 

O Reviver Centro tornou-se a principal aposta urbanística. Criado em 2021, o programa busca transformar a região central em área mais residencial, oferecendo incentivos para construção e conversão de imóveis. A própria Prefeitura mantém relatórios de acompanhamento. O programa já autorizou milhares de unidades, embora a distância entre autorização e efetiva ocupação residencial ainda seja significativa.  

Na agenda de parques, aparecem o Parque Realengo Jornalista Susana Naspolini, com 76 mil metros quadrados, o Parque Rita Lee, o Parque Oeste, em Inhoaíba, além de iniciativas em Piedade e Pavuna. A estratégia revela uma tentativa de espalhar equipamentos públicos e áreas verdes para além da Zona Sul e da Barra.  

E há o Anel Viário de Campo Grande, a maior obra da última gestão. O pacote, financiado em grande parte pelo BNDES, foi orçado em aproximadamente R$ 838 milhões e inclui túneis e intervenções viárias destinadas a reorganizar o trânsito de uma das áreas mais populosas da cidade. Em março de 2026, um dos túneis foi inaugurado, enquanto outras intervenções continuavam.  

O balanço, entretanto, não cabe numa fotografia de inauguração. A gestão deixou problemas de saúde, filas de regulação, desordem urbana, dificuldades na conservação de ruas e projetos incompletos. O próprio balanço publicado recentemente pela Agência O Globo classificou o legado como uma mistura de grandes intervenções e promessas ainda não concluídas. 

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