A movimentação da deputada estadual Lucinha em direção a uma possível candidatura à Câmara dos Deputados em 2026 tem provocado reações nos bastidores da política do Rio de Janeiro.
Em processo de mudança do PSD para o Podemos, a parlamentar passou a cogitar disputar uma vaga em Brasília, alterando expectativas iniciais de que buscaria a reeleição na Assembleia Legislativa (Alerj).
A eventual candidatura ocorre em meio a investigações conduzidas pelo Ministério Público do Rio, que apuram suspeitas de favorecimento a milicianos na Zona Oeste. Apesar do cenário, aliados indicam que a deputada avalia ampliar sua atuação política, mirando o cenário federal.
Base eleitoral em disputa
A possível entrada de Lucinha na disputa pela Câmara pode impactar diretamente a configuração eleitoral na Zona Oeste, principal reduto político da parlamentar. A região também é base consolidada do deputado federal Pedro Paulo, presidente do PSD no estado e aliado do prefeito Eduardo Paes.
Pedro Paulo deve disputar a reeleição em 2026 e conta com a Zona Oeste como um dos pilares de sua estratégia eleitoral. A coincidência de bases levanta a possibilidade de divisão de votos em um dos maiores colégios eleitorais da capital.
Impactos para 2026
Nos bastidores, políticos avaliam que a candidatura de Lucinha pode fragmentar o eleitorado da região, afetando diretamente o desempenho de Pedro Paulo. A Zona Oeste concentra cerca de 2,4 milhões de eleitores, sendo considerada estratégica para diferentes projetos políticos no Rio.
Atualmente, Pedro Paulo exerce a função de relator da reforma administrativa na Câmara dos Deputados, o que reforça sua visibilidade no cenário nacional enquanto se prepara para o próximo ciclo eleitoral.






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