A corrida pela vaga ao Senado a partir do vácuo político deixado pelo governador Cláudio Castro em 2026 ganhou um novo contorno na política fluminense. Enquanto a disputa dentro do PL vinha sendo tratada como uma concorrência entre os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, um grupo de prefeitos do interior do Rio de Janeiro passou a defender um terceiro nome: o do senador Carlos Portinho, segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo.
A movimentação reúne pelo menos 19 prefeitos de diferentes regiões do estado e fortalece a presença de Portinho nas discussões sobre a sucessão. Entre os apoiadores está o prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, considerado uma das principais lideranças políticas do interior fluminense.
Também manifestaram apoio ao senador gestores como Nel Medeiros, de Itaperuna; Johnny Maycon, de Nova Friburgo; José William, de São Fidélis; Júlio Avelino, de Paty do Alferes; e Kátia Miki, de Barra do Piraí, entre outros prefeitos.
Apoio cresce no interior
Nos bastidores, aliados de Portinho avaliam que o senador reúne características que podem favorecer uma candidatura ao Senado. Entre os argumentos apresentados está o fato de ele possuir menor índice de rejeição em comparação com outros nomes que disputam espaço dentro do partido.
Além disso, seus defensores destacam que o parlamentar não foi citado em operações policiais recentes, situação que acabou atingindo alguns dos potenciais concorrentes na disputa interna.
Disputa segue aberta
Apesar da articulação dos prefeitos, Carlos Portinho ainda é considerado um nome que corre por fora na disputa. Um dos fatores apontados contra sua candidatura é o fato de nunca ter disputado uma eleição majoritária.
Portinho assumiu o mandato no Senado após a morte do então senador Arolde de Oliveira, de quem era suplente. Desde então, vem exercendo o cargo representando o Rio de Janeiro.
Jordy e Sóstenes continuam no radar
A definição do nome do PL para a disputa ao Senado segue em aberto. Segundo informações divulgadas pela colunista Bela Megale, o ex-presidente Jair Bolsonaro considera que Sóstenes Cavalcante teria potencial para ampliar alianças políticas, mas existe preocupação em relação aos desdobramentos de investigações e ações judiciais envolvendo o parlamentar.
Nesse cenário, Carlos Jordy aparece como um dos principais favoritos à indicação. Entre os fatores que fortalecem sua posição está o protagonismo na apresentação do requerimento para criação da CPI do Master.
Com a eleição de 2026 ainda distante, a disputa pela vaga ao Senado promete intensificar as articulações dentro do PL e ampliar a influência das lideranças municipais na definição dos rumos da direita fluminense.






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