Morador morto em ação no Morro dos Prazeres será enterrado nesta sexta

Comércios seguem fechados na região do Rio Comprido nesta sexta-feira (20), e o clima é tenso, segundo moradores

Dois dias após a violência registrada na região do Rio Comprido, na região central do Rio, o comércio segue parcialmente fechado nesta sexta-feira (20). Nesta sexta também será enterrado o morador Leandro da Silva Souza, que acabou atingido durante o conflito. 

De acordo com moradores, o clima na região é de tensão. Até a noite desta quinta-feira (19), o cenário era de comércios fechados e ruas vazias, exceto bares na Rua Campos da Paz. Ainda segundo moradores da região, o policiamento que estava sendo realizado desapareceu e o bairro “voltou ao normal”, com ausência de policiamento.

Apesar disso, a Polícia Militar disse que segue com reforço no policiamento, com equipes dos batalhões da área e tropas especiais.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, na região do Rio Comprido, uma unidade escolar segue impactada. Já no Morro dos Prazeres, uma escola também teve as aulas suspensas nesta sexta.

Operação no Morro dos Prazeres

A ofensiva ocorreu em meio a uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) contra integrantes do Comando Vermelho na região central do Rio. Oito pessoas foram mortas, entre elas, o traficante Claudio Augusto dos Santos, o Jiló, apontado como uma das lideranças da facção.

A ação gerou reação dos criminosos, que retiraram as chaves de sete ônibus para usarem como barricadas, enquanto um deles foi incendiado. Pelo menos dez linhas tiveram itinerários alterados.

Morador morto

O conflito também resultou na morte do morador Leandro da Silva Souza, de 30 anos. Ele vivia no Morro dos Prazeres e trabalhava como ajudante de cozinha. O corpo dele é velado nesta sexta, no Cemitério do Catumbi. Após a cerimônia, o caixão seguirá para o estado do Piauí, onde ocorrerá o sepultamento.

A Polícia Militar informou que o homem teria sido feito refém por criminosos durante a fuga. Já familiares contestam essa versão e relatam que ele foi atingido dentro de casa, sem qualquer tentativa de negociação por parte da polícia. A corporação abriu procedimento interno para apurar o caso.

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