O traficante Claudio Augusto dos Santos, o Jiló dos Prazeres, foi baleado e morto nesta quarta-feira (18) em confronto durante ação do Bope contra o Comando Vermelho (CV) na região central do Rio. Ao todo, sete suspeitos e um morador morreram durante a operação policial.
A operação, em conjunto com a Subsecretaria de Inteligência, conta com a participação de mais de 150 agentes no Fallet-Fogueteiro, Morro dos Prazeres, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos.
A incursão, que tem como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em roubos de carros e tráfico de drogas, segue em andamento.
É o segundo dia de operação na região central da capital fluminense. Nesta terça-feira (17), agentes da Polícia Civil e PM estiveram na Lapa para cumprir 28 mandados de prisão preventiva. Ao menos 14 suspeitos foram presos.
Segundo as investigações, o grupo controlava a venda de drogas na área e tinha como principais lideranças Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como Abelha, que está foragido, e Anderson Venâncio Nobre de Souza, o Piu ou Português, apontado como responsável pela operação direta do tráfico e que já estava preso.
Como funciona a operação do CV na região central do Rio
De acordo com a polícia, a preparação e distribuição das drogas destinadas à venda na Lapa eram feitas na comunidade do Fallet-Fogueteiro, onde parte dos integrantes também se escondiam.
Entre os investigados, estão suspeitos apontados como responsáveis pela logística do tráfico, conhecidos como “gerentes de carga”. Alguns deles não tinham antecedentes criminais.
O grupo é investigado por controlar pontos de comercialização de drogas. O principal deles funciona a cerca de 200 metros dos Arcos da Lapa, no trecho entre a Travessa Mosqueira e a Rua Joaquim Silva.
Segundo os agentes, imóveis abandonados eram invadidos pelos traficantes e utilizados como locais de venda, onde se formavam filas de usuários. Em algumas situações, os entorpecentes chegavam a ser oferecidos abertamente nas ruas, em uma dinâmica semelhante a um “feirão”.
Ainda segundo as investigações, a entrega até a Lapa seria feita por meio de táxis, mototáxis e também por “mulas do crime”, geralmente mulheres. As drogas eram diversificadas, como maconha, cocaína, haxixe, crack e substâncias sintéticas.






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