O comércio do Rio Comprido, na Zona Norte do Rio, amanheceu parcialmente fechado nesta quinta-feira (19), reflexo da violência registrada no dia anterior. Uma operação policial nos morros da região terminou com nove mortos — entre eles, o chefe do tráfico local, Claudio Augusto dos Santos, o “Jiló dos Prazeres”, seis suspeitos e um morador.
Contradições e denúncias
A morte de um morador durante a ação gerou revolta e versões conflitantes. Enquanto a PM afirma que ele foi feito refém por criminosos em fuga, a viúva, Roberta Hipólito, nega a existência de confronto ou negociação.
Segundo Roberta, agentes teriam explodido a porta da residência com uma granada e entrado atirando. Ela ainda denunciou que um policial mascarado tentou coagi-la a culpar os traficantes pelo disparo. Em nota, a Secretaria de Polícia Militar informou que abriu procedimento interno para apurar os fatos e que colabora com as investigações.
Impactos no serviço público
A violência afetou diretamente a educação e o transporte:
- Educação: Sete escolas municipais e duas estaduais suspenderam as atividades.
- Transporte: Três linhas de ônibus tiveram o itinerário alterado preventivamente por questões de segurança.
A Polícia Civil aguarda os laudos da perícia para determinar a origem dos disparos que vitimaram o morador e os demais envolvidos.






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