Ministro da Previdência afirma que vai continuar ‘na luta’ após aumento dos juros do consignado

O ministro da Previdência, Carlos Lupi, disse que não ficou satisfeito com o desfecho em torno dos juros para o consignado de beneficiários do INSS. No início da tarde, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), órgão que preside, subiu os juros de 1,70% para 1,97%, após determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.…

O ministro da Previdência, Carlos Lupi, disse que não ficou satisfeito com o desfecho em torno dos juros para o consignado de beneficiários do INSS. No início da tarde, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), órgão que preside, subiu os juros de 1,70% para 1,97%, após determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao ser indagado se havia o que comemorar, Lupi respondeu:

— Não, mas continuo na luta.

Lupi conduziu a reunião do Conselho e iniciou a apresentação dizendo que sua intenção, ao reduzir o teto dos juros para 1,70% ao mês, era que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil “abraçassem” o mercado. Contudo, ele fora informado que os bancos públicos não dispõem de recursos para acomodar a procura, dado que representam algo em torno de 11% do mercado.

Durante a reunião, os conselheiros decidiram pela criação de um grupo de trabalho para avaliar o rotativo do cartão consignado dos aposentados. A margem do desconto automático é de 5% do valor da fatura, o que empurra o restante para o próximo mês, com incidência de juros. Os conselheiros têm até 5 de abril para indicar os nomes para o grupo de trabalho, que deverá apresentar a conclusão ao CNPS em um prazo de 60 dias.

Representantes dos aposentados defendem o fim do rotativo do cartão e a obrigatoriedade para que os bancos refinanciem a dívida restante. O objetivo é evitar o endividamento com pagamento mínimo do valor da fatura.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) se absteve da votação durante o Conselho, mas reconheceu em nota que o novo teto representa “um importante avanço” em relação ao limite anterior de 1,70% ao mês. Contudo, a entidade destacou que a decisão de reabrir a linha é individual: caberá a cada banco decidir se continua ou não concedendo os recursos para os empréstimos consignados aos beneficiários do INSS.

Com informações do Extra online.

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