O presidente da Federação dos Bancos (Febraban), Isaac Sidney, afirmou nesta terça-feira que o teto de juros de 1,70% ao mês para o consignado do INSS “não suporta” nem os custos das instituições financeiras.
— O patamar fixado pelo Conselho de Previdência de 1,70% não atende a estrutura de custo dos bancos, tanto não atende que os bancos públicos também interromperam a concessão de consignado, ou seja, Banco do Brasil e Caixa interromperam porque não consegue suportar com a taxa de 1,70% — disse Sidney após ter reunião no Ministério da Fazenda sobre o tema.
Segundo Sidney, até sexta-feira deve ser tomada uma decisão.
— A negociação continua e até sexta-feira nós temos a expectativa de fechar o patamar — afirmou.
Ele também disse que o sistema bancário está disposto a achar uma taxa que atenda a todos.
— Nós precisamos sair desse impasse. Há toda uma disposição da Febraban, do setor bancário, para que possamos encontrar o patamar que possa de um lado atender a um anseio do governo e de outro lado permitir a viabilidade econômica de crédito consignado — disse.
A redução no teto na modalidade, de 2,14% para 1,7% ao mês, foi patrocinada pelo ministro da Previdência, Carlos Lupi, no Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), no início da semana passada. O corte foi aprovado sem aval da equipe econômica e sem acordo com os bancos, o que levou a suspensão da linha por várias instituições financeiras, inclusive os bancos públicos.
Assim que a novo teto for definido entre governo e representantes dos bancos, Lupi convocará novamente o Conselho para regulamentar a taxa, o que deverá ocorrer somente na próxima semana.
Com informações do Extra online.
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