Antes contra o projeto da Força de Segurança Municipal, a vereadora Talita Galhardo foi a segunda assinatura necessária para que o PL que muda a Lei Orgânica do Município vá direto a plenário. O objetivo, claro, é permitir o armamento da Guarda Municipal, como já vem defendendo na Câmara e nas redes sociais, sem uso de um novo nome como ‘Força de Segurança Municipal’ ou ‘Força Armada’.
Além de assinar como parlamentar em si, Talita resolveu uma pendência de Dr. Gilberto, que deveria obter apoio de dois dos três membros da Comissão de Segurança Pública da casa, hoje presidida por Rogério Amorim (PL). Antes, o documento contava com a concessão de Felipe Boró (PSD), que também integra a Comissão e estava contra a investida do Executivo.
O projeto ‘de agora’, na verdade, foi elaborado em 2018 e tem autoria até do do governador Claudio Castro, já que surgiu na época em que o líder do Executivo estava em seu último ano de vereança. Ironia ou não, Castro é o mandatário com mais alto posto no partido do próprio Amorim, que lidera bancada que não assinou o material.
Ao Agenda do Poder, Amorim admite que não conseguiu ‘ler com calma’ o projeto do Dr. Gilberto quando foi apresentado no Colégio de Líderes, mas que todo os membros do Partido Liberal são a favor do armamento da GM.
O líder do PL ainda informa em nota que “está atento às tentativas do prefeito de ludibriar o Legislativo, mas após uma mudança de colocar exclusividade de armamento aos GMs, o projeto de Emenda à Lei Orgânica Municipal (Pelom), que autoriza o uso do arma de fogo pelos guardas municipais, já conta com apoio do partido”.
Nesta semana, Amorim e os outros bolsonaristas (Rafael Satiê, Poubel e Fernando Armelau) fizeram uma visita técnica à Guarda Municipal paulistana, por conta, justamente, do efetivo armado da corporação.





