Enquanto a bancada de Paes assume um projeto de Lei do Dr. Gilberto (SDD) para substituir as proposições enviadas pelo Executivo para criação da Força de Segurança Municipal, o líder do PL e presidente da Comissão de Segurança da Câmara do Rio, Rogério Amorim, esbraveja. Ele não gostou nadinha do fato de não ter podido sequer ler o conteúdo, que teria sido praticamente imposto como solução durante reunião do Colégio de Líderes, ontem (25).
Segudo ele, a decisão foi tomada de afogadilho, sem tempo para uma análise acurada. A reunião também não contou com outro veterano na oposição, o vereador Pedro Duarte, único do Partido Novo na casa, que estava no evento Smart City Expo, em Curitiba, onde abordou o “Reviver Centro” em um painel.
“Foi apresentado ali na hora, não pudemos ler com calma ainda, mas parece ser um projeto escrito por Eduardo Paes, já que não fala da Guarda Municipal e, sim, da Força Municipal, esta Força Paralela que ele quer criar”, adianta Amorim, que anunciou, nesta quarta-feira (26), uma emenda da bancada bolsonarista para armar a Guarda Municipal da cidade.
A reunião do Colégio de Líderes aconteceu na véspera do fim do prazo para a Comissão de Constituição e Redação (CCR) entregar o parecer sobre os projetos enviados pela Prefeitura. Por sinal, o autor do projeto agora nos holofotes é também vice-presidente da própria CCR e fez o PL para reorganizar a Lei Orgânica.
Muitos acreditavam que o projeto de Paes não passaria da Comissão, já que avalia a constitucionalidade, porém, o próprio prefeito teria retirado a matéria dos trâmites, que ainda desenrolariam em abril e maio.
A principio, para bater a meta de entrega de 4,2 mil agentes até 2028, a iniciativa deveria formar 600 guardas até o fim do ano, levando em conta o período de seis meses já estimado pelo órgão municipal. Só que mesmo com o prazo apertado, o líder do Executivo não pediu “urgência”, o que levantou certa suspeita sobre o cumprimento do cronograma.





