O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que pretende presentear o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com frutas brasileiras durante uma próxima viagem internacional. A declaração foi feita durante visita à sede da Embrapa, em Planaltina, no Distrito Federal, onde participou de agenda voltada à produção agropecuária.
Ao comentar o potencial da agricultura nacional, Lula destacou a diversidade de culturas que podem ser cultivadas no país e mencionou a possibilidade de levar mudas de frutas brasileiras a líderes internacionais.
Declaração durante evento
Durante o discurso, o presidente afirmou que pretende levar um pé de jabuticaba ao presidente da China, Xi Jinping, e também ao líder norte-americano. “Quando viajar, vou tentar levar um pé de jabuticaba para o Xi Jinping. Vou tentar levar um para o Trump para acalmar ele. Dizer para ele que jabuticaba é calmante. Levar maracujá”, declarou.
A fala ocorreu no contexto de uma explicação sobre a capacidade de adaptação de culturas agrícolas brasileiras a diferentes regiões, ressaltando que produtos típicos do país podem ser cultivados em diversas partes do mundo.
Comentários recentes sobre Trump
A declaração se soma a outras menções recentes feitas por Lula ao presidente dos Estados Unidos. No último fim de semana, durante visita a Portugal, o presidente brasileiro comentou falas de Trump ao abordar temas internacionais.
“Todos os dias vemos declarações, não sei de brincadeira ou não, que Trump acabou com oito guerras e não ganhou o Prêmio Nobel. Melhor dar logo o prêmio para ele para não vivermos em guerra, para a gente viver tranquilamente”, disse Lula, ao lado do primeiro-ministro português, Luís Montenegro.
Defesa de mudanças na ONU
Na mesma ocasião, Lula também defendeu alterações no funcionamento do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Segundo ele, é necessário atualizar o papel da instituição diante do cenário atual de conflitos internacionais.
“Estamos em uma jornada para fazer mudanças no Conselho de Segurança da ONU, em seu estatuto, para recuperar o sentido de existência para qual foi criada em 1945. Não é possível que não tenha uma instituição para acabar com a quantidade de guerra no mundo. Temos hoje a maior quantidade de conflitos simultâneos desde a Segunda Guerra”, afirmou.
As declarações ocorreram em meio a uma agenda internacional que inclui discussões sobre governança global e o papel de organismos multilaterais diante de crises contemporâneas.





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