Parece que a reunião fechada a vereadores realizada pelo Executivo para apresentar o projeto para implantação da Força Municipal de Segurança saiu pela culatra até entre a base governista. Depois da repulsa de vereadores da base como Talita Gualhardo (PSDB) e Felipe Boró (PSD), foi a vez do MDB partir para o ataque.
Vereador de prestígio da família caxiense Reis, Vitor Hugo já colocou em tramitação na casa o decreto legislativo ( 14/2025) para anular o projeto do prefeito. A justificativa para cancelar a ideia de criar uma Guarda Municipal armada e de agentes temporários seria a deturpação do entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o exercício da GM para a segurança pública, incluindo o policiamento ostensivo. Além disso, Vitor Hugo é um dos que promete fazer coro na audiência sobre o assunto que será realizada nesta quarta-feira de que a contratação da Força Municipal seria um desperdício de recursos e desvalorização da Guarda Municipal.
Ontem, o tema ferveu no plenário principalmente quando os parlamentares de base criticaram a ideia do cacique, deixando claro que, depois da apresentação feita no mesmo dia, consideravam projeto frágil.
O tema já rendeu pelas redes sociais e já virou debate até entre os niteroienses. Há poucas semanas, deputados estaduais do PL detonaram a ironia de Paes no X (antigo Twitter) contra os vereadores do partido não aceitarem o suposto armamento da Guarda Municipal, previsto no projeto. O então deputado Douglas Gomes (PL), que recentemente renunciou ao cargo para retornar à Câmara de Niterói, usou o expediente final para dar o que ele chamou de ‘aula’ sobre como o Supremo já prevê armamento das guardas municipais e ganhou reforço como de costume do deputado Poubel (PL), afinal a divergência foi direcionada também ao irmão, vereador Poubel.





