A cúpula do PL trabalha com a expectativa de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participe por vídeo da convenção nacional do partido que oficializará, neste sábado (25), em São Paulo, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A participação remota é tratada por dirigentes como um importante gesto para consolidar a reconciliação entre os dois após semanas de tensão nos bastidores do partido.
Michelle permanecerá em Brasília para acompanhar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Mesmo sem viajar para São Paulo, integrantes da direção nacional do PL avaliam que uma mensagem em vídeo da ex-primeira-dama terá forte impacto político e simbólico ao reforçar a imagem de união do grupo no início da campanha eleitoral.
Gesto para reforçar a unidade
Nos bastidores, dirigentes consideram que a presença de Michelle, ainda que virtual, ajudará a encerrar publicamente o desgaste provocado pelo distanciamento entre ela e Flávio Bolsonaro.
No entanto, a ausência de Michelle Bolsonaro frustra a expectativa de uma ala da direção do PL, que defendia sua participação na convenção como um gesto de união partidária.
Além da exibição do vídeo no telão da convenção, a expectativa é que o senador faça referências à ex-primeira-dama durante o discurso em que será oficializado candidato à Presidência. Os detalhes da participação ainda estavam sendo ajustados até esta sexta-feira.
O movimento acontece um dia após Michelle participar, também de forma remota, da convenção estadual do PL no Rio de Janeiro. Em uma ligação telefônica aos correligionários, ela transmitiu uma mensagem de Jair Bolsonaro.
“Jair mandou dar um abraço para cada um e pediu para que vocês não desistam, porque ele não desistiu”, afirmou.
Flávio também participou por telefone do encontro realizado no Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira, o senador seguiu para São Paulo, onde participa, antes da convenção, de um encontro com o presidente da Argentina, Javier Milei.
Reconciliação ganhou força com troca de vídeos
A estratégia de demonstrar unidade ganhou força na quinta-feira (23), quando Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo pedindo desculpas pelos “momentos que causaram desconforto”. No pronunciamento, o senador afirmou que Michelle “precisa ser reconhecida e respeitada” e fez um apelo para que ela voltasse a participar da campanha presidencial.
Horas depois, Michelle respondeu em outro vídeo, aceitando o pedido de perdão e manifestando disposição para reconstruir a relação. A troca de mensagens foi resultado de uma articulação conduzida por dirigentes do PL, aliados da ex-primeira-dama e integrantes da campanha presidencial.
Segundo a avaliação de lideranças do partido, a participação ativa de Michelle é considerada estratégica devido à influência que exerce entre mulheres, evangélicos e parte do eleitorado conservador.






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