Michelle Bolsonaro defende operação no Rio e acusa Lula de ser ‘cúmplice da dor causada pelo tráfico’

Em manifesto, PL Mulher critica presidente e o chama de parte do “Trio da Destruição”, ao lado de Maduro e Petro

A ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, divulgou nesta quinta-feira (30) uma nota pública em defesa da megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, na última terça-feira (28). A ação, considerada a mais letal da história do estado, resultou em 121 mortes, entre elas as de quatro policiais — dois civis e dois militares — e na prisão de 113 pessoas.

Em comunicado intitulado “As mães e a (in)segurança pública”, o PL Mulher afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “ao tratar narcotraficantes como vítimas, torna-se cúmplice da dor e da destruição que o tráfico espalha”. O texto diz ainda que o governo federal falha ao não reconhecer as facções criminosas como organizações de natureza terrorista.

Críticas diretas a Lula

O manifesto do PL Mulher faz duras críticas ao presidente Lula, a quem cita oito vezes, e o acusa de ser conivente com o avanço do tráfico na América do Sul. “Na América do Sul, uma tríade de governantes — Maduro, Petro e Lula, o chamado Trio da Destruição — parece atuar incansavelmente para favorecer os traficantes, inclusive recusando-se a classificá-los como narcoterroristas”, diz o texto.

A nota também menciona uma declaração do presidente feita no último dia 24 de outubro, durante visita à Indonésia, quando Lula afirmou que “traficantes são vítimas de usuários também”. Para o PL Mulher, essa fala demonstra falta de sensibilidade com as famílias afetadas pela violência.

“A Polícia Federal, sempre ágil para prender idosas e mulheres manifestantes do 8 de janeiro, recusou-se a combater traficantes em apoio às polícias civil e militar do Rio. Na Indonésia — onde o tráfico é punido com pena de morte —, Lula declarou que os traficantes são vítimas dos usuários. Respeite-nos, Lula!”, critica o texto.

Defesa das forças de segurança

O manifesto reforça que as verdadeiras vítimas da violência são as famílias das vítimas e os agentes de segurança pública mortos em combate. “As vítimas são mães, trabalhadores, familiares e policiais”, afirma a nota. O texto também acusa o presidente de se manter distante do sofrimento dessas famílias e de não prestar solidariedade aos policiais mortos na operação.

“O Brasil ouve o silêncio ensurdecedor do presidente, incapaz de consolar familiares de policiais mortos ou homenagear heróis caídos no combate ao narcotráfico”, acrescenta o texto.

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