Uma tragédia abalou o município de São Francisco, no norte de Minas Gerais, após a morte de uma menina de nove anos na madrugada de quinta-feira (24). A criança passou mal depois de consumir bolo e pão de queijo durante um lanche na casa da avó, onde estava passando as férias. A principal suspeita é de envenenamento.
Segundo informações da Polícia Militar, a avó da menina, de 59 anos, preparou um bolo para o café da tarde. Além disso, um tio teria levado outros alimentos, incluindo pães de queijo e outro pedaço de bolo. A menina, sua irmã de 11 anos e a avó comeram os mesmos alimentos, mas apenas a menina apresentou sintomas graves.
Após a ingestão, a criança começou a se queixar de dores abdominais intensas e náuseas. A avó tentou aliviar o desconforto com massagens e aplicação de um gel, mas, sem melhora, buscou ajuda. Um vizinho prestou socorro e levou a menina ao Hospital Municipal de São Francisco, onde ela chegou em parada cardiorrespiratória. Apesar dos esforços da equipe médica, a criança não resistiu.
Gato também morreu após ingerir os mesmos alimentos
Um elemento que reforça a hipótese de envenenamento foi a morte de um gato que vivia na casa da avó e que também teria comido os alimentos suspeitos. O animal foi recolhido pela Vigilância Sanitária e será submetido à necropsia para que se possa confirmar se há relação com a substância que pode ter causado a morte da criança.
A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito e já começou a investigar o caso. O corpo da menina foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Januária, onde passou por exames de necropsia. Também foram coletadas amostras dos alimentos, do corpo da vítima e do animal para análise pericial.
“Trabalhamos com a possibilidade de envenenamento, mas só os laudos laboratoriais poderão confirmar essa hipótese”, afirmou um agente da Polícia Civil sob anonimato, destacando que todas as linhas de investigação estão sendo consideradas.
Laudos periciais vão esclarecer a causa da morte
Os resultados dos exames laboratoriais são fundamentais para esclarecer as circunstâncias da morte. A expectativa é que os laudos estejam prontos nos próximos dias, o que poderá indicar se houve ou não substâncias tóxicas nos alimentos consumidos. Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou indícios claros de crime doloso.
O caso mobiliza autoridades locais e gera comoção na cidade de pouco mais de 50 mil habitantes. Moradores cobram respostas rápidas das autoridades e maior vigilância sobre a manipulação e distribuição de alimentos.
A avó e a irmã da criança seguem bem, sem apresentar sintomas. No entanto, permanecem sob observação e acompanhamento das autoridades de saúde e assistência social.






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