A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), identificou uma mudança significativa no comportamento dos eleitores que se definem como independentes em uma eventual disputa de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. O segmento reúne cidadãos que afirmam não ser lulistas, bolsonaristas, de esquerda nem de direita e representa aproximadamente um terço do eleitorado brasileiro.
Eleitores independentes mudam de posição
A principal alteração registrada pelo levantamento ocorreu justamente entre os independentes. Nesse grupo, Lula avançou de 29% para 37% entre maio e junho, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 31% para 24%. Também houve redução do percentual dos que afirmam não votar em nenhum dos dois, de 35% para 30%.
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou ao g1 que a migração de votos nesse segmento foi o movimento mais expressivo da pesquisa. Segundo ele, parte dos eleitores independentes deixou de apoiar Flávio Bolsonaro e passou a optar por Lula, alterando o equilíbrio observado na rodada anterior.
Peso decisivo para a eleição
O comportamento desse grupo é considerado estratégico por especialistas, já que os independentes costumam ter influência decisiva em disputas presidenciais acirradas. A pesquisa mostra ainda que Flávio perdeu espaço entre eleitores da direita não bolsonarista, caindo de 88% para 82% nesse segmento.
Enquanto isso, outros nomes da oposição apresentaram desempenho melhor entre esses eleitores. Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos registraram crescimento nas simulações de segundo turno quando avaliados pelo mesmo recorte.
A tendência favorável a Lula entre os independentes também aparece em disputas contra outros possíveis adversários. Contra Zema e Caiado, o presidente passou de 34% para 40% das intenções de voto nesse grupo. Já diante de Renan Santos, avançou de 36% para 40%.
Avaliação do governo melhora
A pesquisa também apontou melhora na avaliação do governo federal entre os independentes. A aprovação da gestão Lula nesse segmento passou de 37% para 41%, enquanto a desaprovação caiu de 52% para 47%.
No conjunto do eleitorado, a aprovação subiu de 46% para 47%, e a desaprovação recuou de 49% para 48%. Os números sugerem uma leve recuperação da imagem do governo, especialmente entre os eleitores sem alinhamento político definido.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para o total da amostra, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.






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