Mais da metade dos mortos em megaoperação eram procurados, diz governo do RJ

Lista tinha 95% dos identificados ligados ao CV e 62 pessoas nascidas em outros estados, diz a Polícia Civil

Mais da metade dos mortos na megaoperação policial da última terça-feira (28) no Complexo do Alemão e Penha, Zona Norte da capital fluminense, estavam sendo procurados pela polícia, indica levantamento divulgado pelo governo estadual do Rio de Janeiro.

A ação vitimou 121 pessoas, quatro delas eram policiais baleados em meio ao confronto. Em números absolutos, 59 deles tinham mandados de prisão pendentes, segundo trabalho de inteligência da cúpula da Segurança Pública feito após a identificação dos mortos no IML e divulgado neste domingo (2).

O estudo ainda indicou que 95% deles tinha ligação comprovada com o Comando Vermelho, facção criminosa que atua na área onde ocorreu a operação. As autoridades conseguiram identificar 115 dos 117 corpos, já que dois laudos tiveram perícias inconclusivas.

O governo verificou que 17 dos mortos não tinha antecedentes criminais, mas identificou indícios de participações deles junto ao tráfico em 12 casos com base em uma análise de postagem nas redes sociais.

O relatório da Segurança Pública constatou, ainda, que 62 dos mortos eram de outros estados –19 deles eram do Pará, estado que tem registrado um aumento nas ações ligadas ao CV, indicam as autoridades.

“A apuração concluída é o verdadeiro retrato do cenário que eu venho insistentemente falando. Foi um duro golpe na criminalidade. Entre os que morreram ao reagir à ação das forças policiais, havia diversos líderes criminosos. Inclusive de outros estados, como chefes do tráfico do Espírito Santo, Amazonas, Bahia e Goiás”, disse o governador Cláudio Castro.

A Polícia Civil agora irá aprofundar as investigações com base no levantamento.

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