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Justiça mantém prisão de Bruno Krupp por tentativa de homicídio em espancamento na Lagoa

Modelo já havia sido preso por atropelar e matar adolescente em 2022 e agora é réu com outros cinco acusados

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A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão preventiva do modelo Bruno Krupp, de 25 anos, acusado de incentivar o espancamento brutal do estudante de Direito Pedro Jordão Rodrigues, de 25, na saída de uma boate na Lagoa Rodrigo de Freitas, Zona Sul da capital fluminense. A decisão foi tomada pelo juiz Pedro Ivo Martins Caruso, durante audiência de custódia, e divulgada neste domingo (8). As informações são do jornal O Globo.

Na decisão, o magistrado rejeitou o pedido da defesa para revogar a prisão do modelo, que alegava ausência de provas que comprovassem sua participação no crime e argumentava que sua liberdade não ofereceria risco à ordem pública. No entanto, testemunhas ouvidas pela Polícia Civil relataram que Krupp, embora não tenha agredido fisicamente a vítima, incentivou o grupo com frases como: “Mata ele! É os capetas! Tem que matar! Mata esse filho da puta!”

A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), aceita pela Justiça, tornou seis pessoas rés por tentativa de homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe e meio cruel. As penas, em caso de condenação, podem chegar a 20 anos de prisão.

De acordo com as investigações, o ataque ocorreu após uma discussão dentro da boate. Na saída, Pedro Rodrigues foi cercado por um grupo de agressores, derrubado no chão e violentamente espancado com 22 pisões no rosto e diversos chutes na cabeça. Ele ficou internado por um dia e passou quatro dias sem conseguir se mover devido à dor intensa.

Além de Bruno Krupp, foram denunciados Pedro Vasconcelos do Amaral, apontado como o autor dos golpes mais violentos; a influenciadora Luma Melo Rajão, que também teria incitado as agressões com frases como “Pega ele! Mata o gorducho”; Arthur Velloso Araújo, Felipe de Souza Monteiro e o colombiano Jacobo Pareja Rodriguez.

Imagens de câmeras de segurança captaram parte da violência, que chamou atenção pela brutalidade. O MP afirma que os envolvidos pertencem a famílias de classe alta, mas acumulam um histórico criminal que inclui estelionato, extorsão, tráfico de drogas, violência doméstica e até tentativa de homicídio.

“São jovens que tiveram oportunidades na vida que outros gostariam de ter tido. São de classe social alta, famílias abastadas e que escolheram a vida do crime. E com essa escolha, não tem saída: é a prisão”, declarou a delegada Daniela Terra, titular da 15ª DP (Gávea), responsável pelo caso.

Pedro Vasconcelos, conhecido como “Rebordão”, é apontado como o líder do grupo e já responde por crimes como roubo, tráfico e organização criminosa. Após o espancamento, ele ainda teria roubado o boné da vítima.

A defesa de Bruno Krupp declarou que ele “não integrava o grupo de agressores” e que “a verdadeira dinâmica dos fatos será demonstrada no decorrer do processo”, anunciando que pretende entrar com habeas corpus. A reportagem de O Globo não conseguiu contato com os advogados dos demais acusados.

Histórico de violência

Bruno Krupp já havia sido preso preventivamente em 2022, após atropelar e matar o adolescente João Gabriel Cardim, de 16 anos, na Barra da Tijuca. O modelo pilotava uma moto em alta velocidade e sem habilitação. Ele responde por homicídio com dolo eventual e deve ser levado a júri popular. Em março de 2023, o Superior Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus ao modelo, que deixou a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, em Bangu, onde estava detido.

Agora, Krupp volta ao sistema prisional por envolvimento em um novo episódio de violência extrema — desta vez, com motivação considerada torpe e desfecho quase fatal.

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