Ruas rebate Paes e diz que adversário era amigo de boteco de Castro

Candidato do PL reagiu às tentativas de Paes de associá-lo ao atual governador e disse que mantinha com Castro apenas uma relação de trabalho

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Douglas Ruas (PL) reagiu às sucessivas tentativas de Eduardo Paes (PSD) de associá-lo politicamente ao governador Cláudio Castro (PL) e chamou o adversário de “amigo de boteco” do atual chefe do Executivo estadual. A provocação ocorreu durante o debate da TV Globo entre candidatos ao Governo do Rio, na noite desta terça-feira (29), a cinco dias do primeiro turno.

Ruas afirmou que sua relação com Castro era profissional, em referência ao período em que comandou a Secretaria estadual das Cidades. Na sequência, direcionou o ataque a Paes.

“Eu tinha uma relação de trabalho com Cláudio Castro, ao contrário de você, que cantava com ele num bar. Era amigo de boteco do Cláudio Castro”, disse Ruas.

A declaração acrescentou um novo capítulo à troca de acusações entre os dois candidatos durante o debate, marcada principalmente por questionamentos sobre as relações políticas de cada um.

Ruas reage às associações com Castro

Paes vem explorando durante a campanha a passagem de Ruas pela administração de Cláudio Castro. O candidato do PL ocupou a Secretaria das Cidades antes de assumir a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Durante o próprio debate, Paes já havia usado essa ligação administrativa para questionar a atuação de Ruas no governo estadual.

Em confronto anterior sobre mobilidade, o candidato do PSD cobrou obras realizadas durante a passagem do adversário pela Secretaria das Cidades e o chamou de “reserva de Rodrigo Bacellar”.

A resposta de Ruas buscou estabelecer uma distinção entre uma relação administrativa com Castro e a proximidade pessoal que ele atribuiu a Paes.

Troca de ataques marca confronto

Os ataques entre Paes e Ruas ganharam espaço desde os primeiros momentos do debate.

Em uma discussão anterior sobre a Linha 3 do metrô, Ruas acusou Paes de fazer promessas durante campanhas eleitorais e posteriormente mudar suas prioridades.

Paes respondeu citando investimentos realizados durante suas administrações na Prefeitura do Rio e, na tréplica, passou a questionar a passagem de Ruas pelo governo Castro e sua relação política com Rodrigo Bacellar.

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