O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como Faraó dos Bitcoins, em um presídio federal de segurança máxima.
Preso desde 2023 em Catanduvas, no Paraná, ele permanecerá sob custódia no sistema federal apesar de decisão anterior que previa sua transferência para o Rio de Janeiro para participação em audiências presenciais marcadas para os dias 7, 8 e 9 de outubro.
Com a medida, caberá agora à Justiça definir se o réu será ouvido por videoconferência ou se será autorizado a retornar ao estado do Rio, o que poderia abrir caminho para uma transferência definitiva de volta ao sistema prisional fluminense.
Risco à segurança pública
Na decisão, o magistrado da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa sustentou que Glaidson ainda representa risco elevado à segurança pública. Segundo ele, mesmo de dentro da prisão, o réu teria orientado comparsas a manterem práticas fraudulentas com moedas digitais, além de tentar influenciar o esquema criminoso.
O despacho ressalta que os motivos que levaram à sua transferência inicial para Catanduvas continuam válidos, reforçando a necessidade da manutenção em regime federal. Em setembro, desembargadores da 8ª Câmara Criminal já haviam negado um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.
Acusações e movimentação bilionária
Parecer do Ministério Público do Rio de Janeiro indica que a permanência de Glaidson no sistema federal deve se estender até 25 de janeiro de 2027. O órgão afirma que ele continuaria exercendo liderança sobre uma organização criminosa responsável por fraudes financeiras, corrupção de agentes públicos e até homicídios de concorrentes no mercado de criptomoedas.
De acordo com o relatório, o grupo chefiado por ele movimentou cerca de R$ 38 bilhões no Brasil e no exterior, evidenciando seu alto poder econômico. O documento também detalha que, em 2024, o empresário recebeu 36 atendimentos jurídicos de advogados particulares e 48 visitas sociais.
Glaidson foi preso em 2021 durante a Operação Kryptos, da Polícia Federal, que investigava um dos maiores esquemas de pirâmide financeira do país. Ele ainda responde por homicídio ocorrido em 2022, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos.






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