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Justiça denuncia quatro por morte de policial da Core e mais 23 de quadrilha do Comando Vermelho

Grupo é acusado de matar o agente João Pedro Marquini e tentar assassinar a juíza Tula Mello

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou nesta segunda-feira (16) quatro integrantes do Comando Vermelho (CV) pelo latrocínio — roubo seguido de morte — do policial civil João Pedro Marquini Santana, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), tropa de elite da Polícia Civil. Os acusados também responderão por tentativa de latrocínio contra a esposa dele, a juíza Tula Correa de Mello, titular do 3º Tribunal do Júri do Rio.

Segundo as investigações, Marquini foi morto com cinco tiros de fuzil em 30 de março, após ser rendido por criminosos ao voltar para casa, na Zona Oeste do Rio. A juíza, que o seguia em outro veículo blindado, conseguiu escapar sem ferimentos mesmo após ter o carro atingido por disparos.

Os quatro denunciados diretamente pelo crime são:

  • Walace Andrade de Oliveira
  • Jefferson Rosa dos Reis
  • Alexandre Costa de Oliveira
  • Antônio Augusto D’Angelo da Fonseca

Além deles, outras 23 pessoas foram denunciadas por integrarem uma associação criminosa ligada ao tráfico de drogas nas comunidades da Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana e Botafogo, na Zona Sul. De acordo com o MPRJ, o grupo mantinha uma estrutura armada e hierarquizada, com divisão de tarefas que incluíam desde a contabilidade do tráfico até segurança armada, entrega de entorpecentes e ataques a áreas dominadas por milícias rivais.

Ainda conforme o MP, a quadrilha utilizava fuzis e explosivos para manter o domínio sobre o território, mesmo nas imediações de creches, hospitais e locais de lazer.

Na manhã desta segunda-feira, uma operação conjunta da Core com a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) resultou na prisão de seis suspeitos. A ofensiva teve como alvo o Morro dos Tabajaras, principal reduto da facção na região. Ao todo, foram expedidos 22 mandados de prisão pela Justiça. Um suspeito foi morto em confronto durante a ação.

Essa foi a segunda operação de grande porte voltada à prisão dos envolvidos na morte de Marquini. Em abril, cinco suspeitos — incluindo Vinícius Kleber di Carlontonio Martins, o “Cheio de Ódio”, apontado como chefe do tráfico local — foram mortos durante um cerco policial.

O crime
Na noite do assassinato, Marquini e Tula retornavam de Campo Grande em carros separados. Ele havia buscado seu veículo, um Sandero, numa oficina e seguia à frente da esposa, que dirigia um Outlander blindado. Ao encontrarem o trânsito congestionado no Túnel da Grota Funda, optaram por seguir por uma estrada alternativa na serra.

Numa curva, bandidos fecharam a via e abordaram o carro da juíza. Ao perceber a ação, o policial ligou para um amigo e deixou o celular no viva-voz. Ele ainda tentou reagir, mas foi alvejado antes de atirar. O carro de Tula foi atingido por três disparos, mas ela saiu ilesa graças à blindagem.

Após o crime, os autores fugiram para a comunidade Cesar Maia, em Vargem Pequena, também sob domínio do Comando Vermelho. Um veículo Tiggo, utilizado pelos criminosos na ação, foi localizado posteriormente pelos investigadores. A suspeita é de que o mesmo carro tenha sido usado em outro ataque ocorrido em Santa Cruz.

A investigação segue em andamento com apoio de diferentes setores da Polícia Civil e do Ministério Público.

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