A indústria brasileira manteve o ritmo de recuperação em abril e registrou crescimento de 0,7% na comparação com o mês anterior, marcando o quarto resultado positivo consecutivo. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM).
O desempenho veio acima das expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados projetavam uma expansão de 0,5% para o período, mas o setor industrial apresentou resultado mais robusto, reforçando os sinais de recuperação da atividade produtiva ao longo de 2026.
Com o avanço registrado em abril, a indústria acumula crescimento de 1,7% no ano. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 0,7%. Já na comparação com abril de 2025, o setor apresentou expansão de 2,7%.
Maioria dos segmentos registra crescimento
Entre os 25 ramos industriais pesquisados pelo IBGE, 14 registraram aumento na produção em abril. O resultado demonstra uma expansão relativamente disseminada entre os diferentes segmentos da indústria nacional.
As atividades que mais contribuíram para o desempenho positivo foram as indústrias extrativas e o setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. Ambos apresentaram crescimento de 3,1% no mês e alcançaram o quinto avanço consecutivo.
O resultado das indústrias extrativas foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção de petróleo bruto, gás natural e minério de ferro, produtos que têm forte peso na estrutura industrial brasileira e nas exportações do país.
Já no segmento de derivados do petróleo e biocombustíveis, o crescimento foi sustentado pelo aumento da produção de álcool etílico e de combustíveis derivados do petróleo, especialmente o óleo diesel.
Petróleo e combustíveis lideram expansão
Segundo André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE, os produtos ligados ao setor energético tiveram papel decisivo para o resultado positivo observado em abril.
“Nestas atividades, as pressões positivas mais relevantes vieram de óleos brutos de petróleo, gás natural e minério de ferro, no caso do setor extrativo; e de álcool etílico e dos derivados do petróleo, especialmente o óleo diesel, para a atividade dos derivados do petróleo e biocombustíveis”, explicou André Macedo, gerente da pesquisa.
O desempenho desses segmentos ajudou a compensar oscilações em outros ramos da indústria, contribuindo para a manutenção da trajetória de crescimento observada desde o início do ano.
Sinais de recuperação da atividade industrial
Os números divulgados pelo IBGE reforçam a tendência de recuperação gradual da indústria brasileira em 2026. Após uma alta de 0,1% em março, o resultado de abril mostrou aceleração do ritmo de crescimento, indicando maior dinamismo em setores estratégicos da economia.
Além do avanço mensal, os indicadores acumulados também apontam melhora do quadro industrial. O crescimento de 1,7% nos primeiros quatro meses do ano e a expansão de 2,7% na comparação anual mostram que a produção vem ganhando fôlego, ainda que de forma moderada.
A evolução dos próximos meses será acompanhada de perto por empresários e economistas, especialmente diante dos desafios relacionados ao cenário econômico global, às taxas de juros e à demanda interna.






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