MP denuncia Adilsinho e comparsas por morte de policial penal

Justiça decretou prisão de acusados pelo assassinato de Bruno Kilier, executado a tiros em 2023 no Recreio dos Bandeirantes

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, o ex-policial militar Rafael do Nascimento Dutra, o Sem Alma, e Jefferson Rodrigues da Silva, o Jefe, pela morte do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes.

A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e recebida pela Justiça, que determinou a prisão preventiva dos três acusados. Adilsinho já está preso em uma penitenciária federal de segurança máxima em Brasília. Jefe foi detido em 2024 por envolvimento no caso, enquanto Sem Alma segue foragido e é considerado desaparecido pelas autoridades.

Bruno Kilier foi executado a tiros de fuzil em 8 de junho de 2023, na Estrada do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações, integrantes da organização criminosa monitoraram os deslocamentos da vítima por meio de um rastreador GPS instalado clandestinamente em seu veículo.

Crime armado

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que criminosos armados aguardaram a chegada do policial penal em frente ao condomínio onde ele morava. Após ser atingido pelos disparos, Bruno ainda tentou buscar abrigo, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com o Ministério Público, o crime estaria relacionado aos interesses da chamada Máfia do Cigarro. A vítima atuava como representante de uma fabricante de cigarros e teria se tornado um obstáculo aos planos do grupo criminoso de controlar a comercialização ilegal desses produtos no estado.

A investigação aponta que Sem Alma participou do monitoramento da vítima e do planejamento da execução, enquanto Jefe teria sido responsável por adquirir e configurar o equipamento de rastreamento utilizado pelos criminosos.

Preso em fevereiro deste ano em Cabo Frio, na Região dos Lagos, Adilsinho é apontado pelas autoridades como um dos principais líderes da contravenção no Rio de Janeiro, com atuação no jogo do bicho e na produção e distribuição de cigarros falsificados. Segundo a Polícia Federal, ele responde a diversas investigações por homicídios e crimes ligados à disputa por territórios da contravenção.

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