IBC-Br: prévia do PIB volta a crescer e se aproxima de nível recorde

Indicador do Banco Central avança 0,34% em agosto, impulsionado pela indústria e pelos serviços, e fica próximo do maior patamar da série histórica, registrado em maio

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A atividade econômica brasileira voltou a crescer em agosto e se aproximou do maior nível já registrado pelo Banco Central. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,34% em relação a julho, interrompendo uma sequência de duas quedas consecutivas.

Com o resultado divulgado nesta sexta-feira (16), o indicador alcançou 110,4 pontos na série dessazonalizada, ficando próximo do recorde histórico de 111,1 pontos registrado em maio deste ano. A série do Banco Central começou em 2003.

A recuperação foi impulsionada principalmente pela indústria, que cresceu 0,87%, e pelo setor de serviços, com expansão de 0,24%. O desempenho positivo dos dois segmentos compensou a retração de 1,76% da agropecuária.

Economia se aproxima do maior patamar em mais de duas décadas

O avanço de agosto recolocou a atividade econômica brasileira perto do nível mais elevado desde o início da série histórica do IBC-Br.

O indicador atingiu 110,4 pontos, apenas 0,7 ponto abaixo do recorde de 111,1 pontos registrado em maio de 2026.

A recuperação ocorreu após dois meses consecutivos de resultados negativos, indicando uma reação da economia no decorrer do terceiro trimestre.

O desempenho industrial foi o principal destaque, com crescimento de 0,87% em agosto. Os serviços também contribuíram para a expansão, registrando alta de 0,24%.

A agropecuária apresentou resultado negativo no mês, mas continua sendo um dos principais motores do crescimento acumulado da economia brasileira.

Atividade econômica cresce 1,6% em 12 meses

Os dados do Banco Central mostram que a economia também mantém crescimento nas comparações de períodos mais longos.

Em relação a agosto de 2025, o IBC-Br avançou 1,2%.

No acumulado de 12 meses, encerrado em agosto deste ano, a expansão chegou a 1,6%, ligeiramente acima dos 1,5% registrados até julho.

A agropecuária liderou o crescimento acumulado, com alta de 2,7%, seguida pelos serviços, que avançaram 2%.

A indústria apresentou expansão de 0,7% no mesmo intervalo.

Os resultados mostram que, apesar das oscilações mensais, a atividade econômica permanece em nível historicamente elevado.

Recuperação ocorre em meio a sinais de desaceleração

Embora o crescimento de agosto tenha aproximado o IBC-Br de seu recorde, os dados trimestrais ainda apontam perda de ritmo.

Entre junho e agosto, a atividade econômica acumulou retração de 0,6% em relação aos três meses imediatamente anteriores.

Apesar disso, o resultado mensal mostra que a economia conseguiu interromper a sequência de quedas e recuperar parte do terreno perdido.

IBC-Br antecipa tendências do PIB brasileiro

Divulgado mensalmente pelo Banco Central, o IBC-Br reúne informações sobre diferentes setores produtivos e funciona como um termômetro da atividade econômica.

O indicador é conhecido como prévia do PIB porque permite acompanhar o desempenho da economia antes da divulgação dos números oficiais pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, as metodologias são diferentes, e os resultados não necessariamente coincidem.

No segundo trimestre de 2026, o PIB oficial cresceu 0,5% em relação aos três primeiros meses do ano, enquanto o IBC-Br apontou avanço de 0,18%.

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