Um homem foi espancado por passageiros dentro da estação de trem do Maracanã, na Zona Norte do Rio, após descumprir o uso do vagão feminino e agredir uma passageira com um soco, na manhã desta sexta-feira (17).
Segundo relatos de testemunhas, por volta das 7h30, passageiras que utilizavam o vagão exclusivo começaram a questionar a presença do homem no espaço e pediram que ele saísse. “Chama o segurança aí, gente”, grita uma mulher dentro do vagão.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, é possível ouvir o momento em que o agressor questiona uma passageira se ela estava gravando a cena. “Você tá me gravando?”, pergunta, antes de tomar o celular da mulher. Ainda segundo testemunhas, a passageira foi agredida com um soco no rosto.
“A população se revoltou porque, além de desrespeitar o vagão feminino, ele bateu em uma mulher que estava discutindo com ele e pedindo pra ele sair! Depois que deu um soco na cara da mulher, os outros homens foram pra cima dele. Isso tudo às 07:30 da manhã”, relatou uma passageira que presenciou a cena.
Agressão
O homem acabou retirado do vagão por outros passageiros e correu até os trilhos, onde foi contido e agredido ainda dentro da estação. Veja abaixo:
Segundo a Polícia Militar, houve acionamento do Grupamento de Policiamento Ferroviário para a ocorrência envolvendo um homem que teria entrado no vagão feminino. No entanto, a corporação informou que a agressão não foi registrada oficialmente.
Procurada, a SuperVia não retornou até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado assim que houver retorno.
Vagão feminino
O desrespeito ao vagão feminino tem sido recorrente em trens e metrô do Rio, mesmo após a ampliação da medida para tempo integral. A mudança passou a valer em março, após sanção de lei estadual que estendeu a obrigatoriedade, antes restrita aos horários de pico.
Em reportagem publicada pela Agenda do Poder neste sábado (18), passageiras ouvidas apontam que a presença masculina nos vagões exclusivos continua sendo frequente, sobretudo nos horários de maior movimento.
Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que a eficácia da medida depende da fiscalização e da responsabilização de quem descumpre a regra.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes






Deixe um comentário