Foragido do CV ostentava luxo na Europa e vira alvo de megaoperação com 13 presos

‘Galo’ ou ‘Galo da Penha’, liderança do Comando Vermelho na Az de Ouro, é procurado após investigações revelarem viagens internacionais e vida de ostentação.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro segue na busca por Rafael da Silva Titara, conhecido como ‘Galo’ ou ‘Galo da Penha’, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na comunidade Az de Ouro, em Anchieta, zona norte da capital. Segundo as investigações, ele comandava os setores financeiro, de roubos e de guerra da facção, além de ser responsável por ataques violentos contra moradores, incluindo um episódio em que um homem foi torturado e esquartejado sob suspeita de ser informante.

Viagem à Europa e vida de luxo
Apesar do histórico criminoso, Galo passou despercebido pelos órgãos de segurança até recentemente. Em 2025, viajou para a França e exibiu joias de ouro em redes sociais, algumas personalizadas com o nome da comunidade Az de Ouro e com o próprio apelido. “Ele vinha passando incólume, sem mandado de prisão, o que inclusive permitiu essa viagem para Paris em junho”, explicou Thiago Neves, delegado titular da DRF. Em uma operação realizada no início da semana, agentes apreenderam um fuzil com referências ao traficante e à comunidade que ele comandava.

Operação Trunfo Final mira núcleo do Comando Vermelho
Na manhã desta sexta-feira (12), a Polícia Civil deflagrou a Operação Trunfo Final, voltada para desarticular os braços armado, logístico e financeiro do Comando Vermelho na Az de Ouro. A ação é resultado de quase um ano de investigações conduzidas pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e pela 14ª DP (Leblon). Até o momento, 13 suspeitos foram presos.

Estrutura criminosa identificada após um ano de apurações
Ao todo, 36 integrantes foram identificados, incluindo membros da Tropa do Cesar, responsáveis por porte de armas, controle territorial e ações estratégicas para manter o domínio da facção. A operação cumpre 108 mandados judiciais — 36 de prisão preventiva e 72 de busca e apreensão — em Anchieta, Nilópolis e Mesquita, na Baixada Fluminense.

Braço armado e movimentação financeira mapeados
As investigações revelaram um braço armado instalado na comunidade e detalharam a atuação de líderes operacionais, gerentes do tráfico e responsáveis pela distribuição de armas. O núcleo financeiro realizava transferências e operações que sustentavam as atividades ilícitas e abasteciam o arsenal do grupo. O nome da operação faz referência ao ás de ouros, símbolo de poder e domínio, representando como o grupo se enxergava na região.

Apreensões abrem nova fase das investigações
“As apreensões de hoje trazem material que abre uma nova etapa no combate ao crime organizado, com análise de dados e informações reunidas nos endereços dos alvos”, afirmou a delegada Thaianne Moraes, titular da 14ª DP. O objetivo é enfraquecer a atuação do Comando Vermelho em Anchieta e bloquear o fluxo financeiro que sustenta a facção.

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