Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e da 14ª DP (Leblon) realizaram, nesta sexta-feira (12), a operação “Triunfo Final” para desarticular o principal núcleo armado, logístico e financeiro do Comando Vermelho na comunidade Az de Ouro, em Anchieta, Zona Norte do Rio. Até agora, 13 suspeitos foram presos.
A ação conta com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC). No total, são cumpridos 108 mandados — 36 de prisão preventiva e 72 de busca e apreensão — em Anchieta, na capital, e nos municípios de Nilópolis e Mesquita, na Baixada Fluminense.

Segundo a Polícia Civil, a investigação mapeou toda a estrutura criminosa que controlava a região e identificar as funções de cada integrante, entre líderes operacionais, gerentes do tráfico, distribuidores de armas e responsáveis pela movimentação financeira. A facção mantinha no local um de seus principais braços armados.
Ainda segundo a polícia, três dos alvos da operação desta sexta-feira já estavam mortos antes da ação. A polícia também identificou que, em apenas uma conta bancária ligada à quadrilha, houve movimentação de R$ 1 milhão em apenas 15 dias.
Rafael da Silva Titari, o Galo, apontado pela polícia como um dos principais articuladores seria o chefe da ”Tropa do César”. Ele não tinha mandado de prisão em aberto, o que permitiu que viajasse para Paris, em junho deste ano, sem chamar atenção.
Como funcionava o esquema
As apurações mostraram que o núcleo financeiro da quadrilha realizava diversas transferências, usadas para sustentar o tráfico, abastecer o arsenal e financiar atividades ilícitas.
O nome “Trunfo Final” faz referência ao ás de ouros — símbolo de poder e domínio — metáfora da forma como o grupo se via dentro da comunidade. A operação, segundo investigadores, representa um ponto decisivo para enfraquecer a capacidade de articulação, reação e financiamento do CV em Anchieta.






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