Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central reduziram a previsão para a inflação em 2026. Segundo o Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (31), a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu para 5,01%, mas continua acima do teto da meta estabelecida para o ano.
A projeção anterior era de 5,07%. Apesar da redução, a expectativa do mercado permanece 0,51 ponto percentual acima do limite de tolerância da meta de inflação.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu uma meta de 3% para a inflação em 2026, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa forma, o IPCA pode variar entre 1,5% e 4,5% para que a meta seja considerada cumprida.
Inflação
O IPCA registrou alta de 0,07% em julho. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,44%.
Em 2025, o índice acumulou alta de 4,26%, acima do centro da meta de 3%, mas ainda dentro do limite máximo de 4,5%.
PIB
O mercado também reduziu a previsão para o crescimento da economia brasileira em 2026. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,93% para 1,92%.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para 2026, o Banco Central trabalha com uma projeção de crescimento de 2%, enquanto o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima avanço de 1,6%. O governo federal prevê alta de 2,3%.
O Fundo Monetário Internacional (FMI), por sua vez, elevou em julho a previsão de crescimento do Brasil para 2,4% neste ano.
Selic
Na reunião realizada em 4 e 5 de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros de 14,25% para 14% ao ano.
A próxima reunião do colegiado está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. A taxa influencia o custo do crédito e serve de referência para outras taxas de juros da economia.
Relatório Focus
O Relatório Focus reúne as projeções de analistas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira. Os dados são coletados pelo Banco Central até a sexta-feira anterior à publicação, que normalmente ocorre às segundas-feiras.







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