O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (25/12) que a carta manuscrita em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, confirma sua escolha para a disputa presidencial do próximo ano “tira qualquer sombra de dúvida” sobre sua candidatura. A avaliação foi feita pelo parlamentar em conversa com a imprensa, poucas horas após a divulgação do documento.
Segundo Flávio, a carta não altera seus planos, mas serve como um sinal definitivo para aliados e apoiadores que ainda questionavam se o ex-presidente tornaria pública a indicação.
Ele afirmou que muitas pessoas diziam não ter ouvido diretamente de Bolsonaro ou não ter visto um documento assinado por ele, e que o texto agora esclarece esse ponto. A informação sobre a existência da carta já havia sido divulgada anteriormente pela Agenda do Poder.
Leitura da carta e recado político
O senador leu na manhã desta quinta-feira a carta escrita à mão pelo pai, na qual Jair Bolsonaro menciona o preço alto das batalhas políticas que enfrentou ao longo da vida e defende a continuidade do projeto de seu grupo político. No texto, o ex-presidente reforça a escolha do filho mais velho como pré-candidato à Presidência da República em 2026.
Após a leitura, Flávio voltou a pedir união em torno de sua candidatura. Ele afirmou que o objetivo do grupo político é buscar unidade para alcançar um propósito comum, que, segundo suas palavras, é impedir que o PT continue no comando do país. Assista:
Cirurgia e situação jurídica
A manifestação política ocorre no mesmo dia em que Jair Bolsonaro será submetido a uma cirurgia de reparação de duas hérnias inguinais. O procedimento está marcado para começar por volta das 9h e deve durar cerca de quatro horas.
O ex-presidente deu entrada no Hospital DF Star, em Brasília, na manhã de quarta-feira (24/12), sob forte esquema de segurança, um dia após deixar a carceragem da Polícia Federal, onde estava preso desde 22 de novembro.
Após a alta hospitalar, ainda sem data definida, a expectativa é de que Bolsonaro retorne à prisão. A defesa, no entanto, avalia a possibilidade de apresentar novos pedidos de prisão domiciliar humanitária ao Supremo Tribunal Federal.






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