O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira que mantém um “projeto de longo prazo” no estado e declarou apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A declaração foi feita após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso no Distrito Federal, em encontro autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
“Meu interesse é ficar em São Paulo, não há controvérsia. Tenho um projeto de longo prazo e quero ver meus projetos se concretizarem. Apoio Flávio Bolsonaro, sem dúvidas”, disse Tarcísio, ao lado do vereador Carlos Bolsonaro, ao reforçar que pretende disputar a reeleição em 2026.
Apoio político e cenário nacional
Segundo o governador, a conversa com Bolsonaro também abordou o cenário político nacional e a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD. Tarcísio afirmou que Bolsonaro vê o movimento como positivo e defendeu a união do campo conservador.
“Ter mais candidaturas não é problema. No final, estaremos unidos e com uma grande força”, declarou. Para Tarcísio, a estratégia passa por fortalecer um projeto fiscal e manter coesão no grupo político.
Visita após ruído político
O encontro ocorreu no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como “Papudinha”, e acontece após um mal-estar gerado por declarações prévias de Flávio Bolsonaro sobre os planos eleitorais do governador paulista. Na ocasião, aliados de Tarcísio interpretaram a fala como tentativa de enquadramento público, o que levou ao cancelamento de uma visita anterior.
Desde então, o discurso foi ajustado. Flávio passou a tratar a reunião como conversa pessoal, em um esforço para reduzir o desgaste político e esvaziar o tom eleitoral do encontro.
Distensão, mas indefinições seguem
Nos bastidores, a avaliação é que a visita funcionou como gesto de distensão, sem encerrar o debate sobre o papel de Tarcísio na eleição de 2026. Publicamente, o governador mantém o foco na reeleição em São Paulo e evita assumir compromissos nacionais adicionais.
Mesmo preso, Bolsonaro segue como figura central da direita. No PL, lideranças defendem que decisões estratégicas passem por ele, sinalizando que o rearranjo do campo conservador ainda está em curso.






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