O ambiente do Flamengo ganhou um novo capítulo de crise com o embate entre o estafe do meia Nicolás De La Cruz e o chefe do departamento médico do clube, José Luiz Runco. Segundo reportagem publicada pelo Globo Esporte, GE, nesta terça-feira (22), o médico afirmou, em um grupo de WhatsApp com figuras da política rubro-negra, que o jogador uruguaio possui uma “lesão crônica e irreparável no joelho direito”, além de outra no joelho esquerdo — o que, segundo ele, colocaria em dúvida sua capacidade de atuar em alto nível.
A declaração repercutiu de forma negativa, e os representantes de De La Cruz consideram que houve uma grave quebra de ética médica. A equipe do jogador estuda medidas judiciais, mas antes pretende consultar a diretoria do Flamengo para entender se a fala de Runco reflete uma posição institucional ou foi uma opinião isolada.
Jogador reage e clube tenta conter danos
Em resposta pública, De La Cruz publicou uma mensagem nas redes sociais com uma indireta: “Nunca deixe que ninguém te diga que não pode fazer algo”, escreveu o jogador.
De acordo com os representantes do atleta, a exposição da condição médica em grupo externo ao clube é inaceitável e desrespeitosa. Eles também destacam que o uruguaio não estava lesionado no último fim de semana — sua ausência contra o Fluminense foi uma decisão técnica da comissão de Filipe Luís para preservar o físico do atleta.
Procurado, o Flamengo se limitou a declarar que “não comentará declarações extraídas de conversas privadas e pessoais” e reforçou o compromisso com um ambiente profissional e responsável.
Enquanto isso, o médico Luiz Macedo, que acompanha o dia a dia do elenco, explicou que o afastamento atual de De La Cruz é preventivo. Segundo ele, o meia teve um primeiro semestre excelente, mas uma entorse no joelho esquerdo em maio exigiu cuidados para que o desempenho seja retomado.
Mais um episódio na turbulenta temporada rubro-negra
A polêmica expõe mais um incidente, após no caso Pedro, em meio a temporada marcada por instabilidade no Flamengo. O episódio escancara uma possível desconexão entre setores do clube — o departamento médico, a comissão técnica e a diretoria — e acende um alerta sobre a gestão da comunicação interna e da imagem dos atletas.







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