Festa Literária de Maricá começa com homenagem a Marilena Chauí e 15 mil livros vendidos

Evento gratuito segue até 8 de novembro, com debates, atrações infantis e crédito de R$ 300 para compra de livros por estudantes e profissionais da educação

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A 11ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM) começou nesta sexta-feira (30) com uma programação marcada por debates sobre educação, diversidade e acesso à literatura. Realizado na Orla do Parque Nanci, o evento homenageou a filósofa Marilena Chauí, reuniu a jornalista Aline Midlej e a escritora Bárbara Carine e registrou a venda de 15 mil livros já no primeiro dia, segundo balanço parcial da organização.

Com entrada gratuita, a festa segue até 8 de novembro e oferece atividades para diferentes públicos, incluindo encontros literários, apresentações culturais, espaços infantis e uma feira de livros.

A abertura oficial contou com a participação remota de Marilena Chauí, professora emérita da Universidade de São Paulo (USP), reconhecida por suas contribuições ao pensamento filosófico brasileiro e por suas obras sobre democracia, cultura e cidadania.

“Obrigada por me darem essa alegria, diante disso que eu chamo ‘o esplendor do livro’”, declarou a homenageada.

O prefeito Washington Quaquá (PT) destacou a importância de transformar a festa em um incentivo permanente à leitura, especialmente entre crianças e jovens.

“Temos que levar a leitura para as nossas crianças e para o nosso povo, incentivar o hábito de escrever e fazer com que nossa cabeça ganhe o mundo através da leitura”, afirmou.

Vale-livro de R$ 300 impulsiona vendas na abertura

Um dos destaques da edição de 2026 é a ampliação do FlimCard, benefício que disponibiliza R$ 300 para a compra de livros por estudantes e profissionais da educação contemplados pelo programa.

Segundo a presidente do Banco Mumbuca, Manuella Mello, aproximadamente 15 mil exemplares foram comercializados no primeiro dia, movimentando cerca de 600 mil mumbucas, moeda social utilizada no município.

O secretário municipal de Educação, Rodrigo Moura, ressaltou que a iniciativa busca democratizar o acesso à literatura e ampliar as possibilidades de escolha dos leitores.

Aline Midlej e Bárbara Carine discutem literatura e representatividade

Antes da cerimônia oficial, a jornalista Aline Midlej e a professora e escritora Bárbara Carine participaram do debate “Palavras que libertam: leituras negras, futuros livres”, mediado por Rodrigo Moura.

A conversa abordou o papel dos livros na construção da identidade, no reconhecimento das diferenças e na compreensão das experiências de outras pessoas.

“Como é que a gente constrói espaços onde possam caber todas as assinaturas possíveis? As palavras estão aí como instrumento para a gente se reumanizar como país”, afirmou Aline Midlej.

Bárbara Carine destacou que a literatura permite atribuir novos significados às palavras e desenvolver a empatia a partir de diferentes vivências.

Programação reúne atrações infantis e cultura de países lusófonos

Além dos debates, a FLIM oferece atividades para crianças e famílias. A FLIMzinha recebeu pintura facial, teatro infantil e apresentação das Guerreiras do K-pop, enquanto a Arena do Estudante contou com a atração Muriquinho Pequenino.

Outra novidade é o projeto “Língua ao Mar — A arte que fala português”, dedicado ao intercâmbio cultural entre o Brasil e outros países de língua portuguesa, especialmente nações africanas.

A estrutura também inclui espaços para escritores locais, Rádio FLIM, Maricá Games e atividades do Congresso da União Maricaense dos Estudantes (UMES).

Promovida pela Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação e da Companhia de Cultura e Turismo Maricá (MARÉ), a festa permanece aberta ao público até o próximo domingo, 8 de novembro.

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