A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prorrogação do horário de votação até as 19h deste domingo (25) em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. A solicitação foi apresentada após centenas de ônibus serem impedidos de deixar as garagens, comprometendo o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições.
A coligação também solicitou que as prefeituras dos três municípios, suas secretarias de mobilidade e as empresas responsáveis pelo transporte público apresentem registros de bilhetagem, dados de GPS e escalas de motoristas e veículos referentes a 25 de outubro de 2026, além de informações de um domingo e de um dia útil utilizados como referência.
O objetivo é permitir a comparação da operação do transporte coletivo e identificar possíveis irregularidades que tenham prejudicado o acesso da população aos locais de votação.
O pedido foi encaminhado pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso, à Presidência do TSE. A decisão caberá ao presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.
Coligação pede distribuição de senhas e ampliação da gratuidade
Além da extensão da votação, a Federação Brasil da Esperança requereu que os juízos eleitorais dos três municípios determinem a distribuição de senhas, a partir das 17h, a todos os eleitores presentes nos locais de votação.
A medida deverá contemplar também quem estiver nas áreas externas e nos acessos aos prédios, evitando que pessoas prejudicadas pelas dificuldades de transporte deixem de exercer o direito ao voto.
Outro pedido é a manutenção da gratuidade e da frequência de ônibus equivalente à de dias úteis por pelo menos duas horas após o encerramento da votação. A coligação argumenta que os benefícios municipais de transporte gratuito têm horários de término entre 20h e 21h30.
A solicitação de documentos envolve as concessionárias do sistema Integra, em Salvador, as empresas Rosa e São João, em Feira de Santana, e a cooperativa Translauf, em Lauro de Freitas.
TRE determina frota integral e prisão de secretário
A crise no transporte público levou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a determinar o restabelecimento imediato da frota integral de ônibus em Salvador, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento.
A penalidade alcança o município, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e as concessionárias responsáveis pela operação.
A Justiça Eleitoral também determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza. Após as decisões, a Semob informou que ordenou a liberação de todos os veículos retidos nas garagens.
No início da tarde, o Procon-BA havia identificado 370 ônibus parados nas garagens da OT Trans e da Integra Plataforma, em bairros do subúrbio e na Avenida Barros Reis.
Prefeito atribui paralisação a adesivos de campanha do PT
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), apresentou uma explicação para os problemas registrados na circulação dos coletivos. Segundo ele, sindicalistas teriam tentado obrigar a saída de ônibus com adesivos de campanha contendo o número 13, do PT.
“Na Plataforma, nós tivemos problemas por sindicalistas que queriam obrigar os ônibus a saírem todos com adesivos 13, do PT, e isso é crime eleitoral. Nós não podíamos coadunar com isso, então os ônibus só saíram após que os adesivos foram retirados”, afirmou.
O prefeito sustentou que os veículos do consórcio Ótima circularam normalmente, enquanto os problemas se concentraram na operação do consórcio Plataforma.
A versão apresentada por Bruno Reis não altera o pedido da federação partidária, que busca garantir condições de deslocamento aos eleitores e obter os registros operacionais necessários para esclarecer o episódio.
Até o fechamento desta matéria, o TSE ainda não havia decidido sobre a prorrogação da votação nas três cidades.







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