Estupro coletivo: adolescente apreendido presta depoimento à Vara da Infância

Testemunhas de acusação e defesa também serão ouvidas

A Vara da Infância e Juventude realiza nesta segunda-feira (14) a audiência de instrução do processo que apura o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O adolescente apreendido no caso presta depoimento, assim como testemunhas de acusação e defesa.

O jovem se apresentou à Polícia Civil no dia 6 de março. Além dele, os outros quatro envolvidos também se entregaram. São eles: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Matheus Veríssimo Zoel Martins, Vitor Hugo Oliveira Simonin e João Gabriel Xavier Bertho.

Relembre o caso

O episódio aconteceu na noite de 31 de janeiro, em um apartamento. De acordo com o depoimento da vítima, ela foi convidada pelo adolescente, um colega de escola e com quem já havia se relacionado entre 2023 e 2024, para ir ao imóvel de um amigo dele.

O rapaz teria pedido que ela levasse uma amiga, mas, sem conseguir companhia, ela decidiu ir sozinha.

Ainda segundo o relato, no elevador o jovem avisou que outros dois amigos estariam no apartamento e sugeriu que fariam algo diferente, o que ela afirmou ter recusado. Já no quarto, enquanto mantinha relação com o adolescente, outros três rapazes entraram no cômodo.

A vítima contou que, após insistência, permitiu apenas que eles permanecessem no local, desde que não a tocassem. Conforme o depoimento, porém, os jovens tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la. Ela afirmou que foi forçada a praticar sexo oral e que sofreu penetração por parte dos quatro, além de agressões físicas, como tapas, socos e um chute na região abdominal. Em determinado momento, disse ter tentado sair, mas foi impedida.

Ao deixar o apartamento, a adolescente enviou um áudio ao irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada. Depois, relatou o ocorrido à avó e registrou o caso na delegacia.

Em 25 de março, também foram ouvidos Bruno, Matheus e Vitor Hugo, todos acompanhados de advogados. João Gabriel não falou na ocasião. A defesa alegou que o deslocamento da prisão até o local poderia causar “desgaste físico e emocional”.

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