Ronald Nogueira
Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto pode fortalecer três parlamentares fluminenses nas articulações pelo comando do Congresso. Nos bastidores, Sóstenes Cavalcante e Altineu Côrtes são citados como possíveis candidatos à presidência da Câmara, enquanto Carlos Portinho aparece entre os nomes para a sucessão no Senado.
O PL chegará à próxima legislatura com 121 deputados federais e 28 senadores, formando a maior bancada nas duas Casas. O resultado dá ao partido peso nas negociações pelas mesas diretoras, embora a conquista das presidências dependa de acordos com outras legendas. Uma vitória presidencial ampliaria a capacidade da sigla de atrair apoios para essa disputa.
A movimentação também envolve a intenção do PL de liderar uma frente de atuação contra ministros do Supremo Tribunal Federal. O partido pretende transformar sua força parlamentar em capacidade de pressionar a Corte, iniciativa que ganharia impulso político com Flávio na Presidência. Nesse cenário, o comando do Senado teria importância especial para a estratégia da legenda.
Na Câmara, Sóstenes reúne a experiência de quem já presidiu a bancada evangélica, espaço que lhe permitiu construir interlocução com parlamentares de diferentes partidos. Esse trânsito é um dos elementos que sustentam seu nome nas conversas sobre a sucessão na Casa.
Altineu, por sua vez, é muito próximo de Douglas Ruas, eleito governador do Rio de Janeiro. A relação com o futuro chefe do Executivo fluminense acrescenta uma base estadual à sua movimentação em Brasília e o coloca entre os nomes do PL lembrados para a presidência da Câmara.
No Senado, Portinho integra as conversas sobre uma candidatura do partido ao comando da Casa. Por enquanto, os três nomes circulam como possibilidades: a definição das candidaturas dependerá do resultado presidencial e das negociações com as demais bancadas.







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