A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (25), a Operação Rocha Leão para investigar suspeitas de fraude em contratos e possível desvio de recursos federais destinados ao transporte escolar em Rio das Ostras, na Região dos Lagos. A ação também apura o suposto direcionamento de licitações para beneficiar pessoas ligadas aos investigados.
Com apoio da Corregedoria da Polícia Militar (PMERJ) e do Corpo de Bombeiros (CBMERJ), os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As diligências ocorreram em endereços ligados a um diretor de instituição de ensino e à empresária responsável pela prestação do serviço de transporte escolar no município.
Segundo a investigação conduzida pela Delegacia da Polícia Federal em Macaé, um dos principais alvos teria adotado medidas para burlar as regras dos processos licitatórios e direcionar a contratação do serviço em favor de pessoas de seu círculo de relacionamento. O transporte escolar investigado é financiado com verbas repassadas pela União.
Além dos dois principais investigados, a PF identificou outras duas pessoas que teriam participação no esquema. Entre elas estão um policial militar e um bombeiro militar do Estado do Rio de Janeiro, motivo pelo qual as corregedorias das corporações acompanharam a operação.
Documentos e equipamentos apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam celulares, computadores, mídias digitais e documentos. Todo o material recolhido será submetido à perícia e analisado pelos investigadores para aprofundar as apurações.
De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder por crimes relacionados à fraude em procedimentos licitatórios e ao desvio de recursos públicos.
A Operação Rocha Leão recebeu esse nome em referência ao bairro de Rio das Ostras onde parte das diligências foi realizada. O foco da investigação é esclarecer se houve manipulação de processos de contratação pública e uso irregular de verbas federais destinadas ao transporte escolar de estudantes da rede municipal.
A PF informou que as investigações continuam e que novas medidas poderão ser adotadas a partir da análise do material apreendido.






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