Em sua primeira reunião do colégio de líderes à frente da Assembleia Legislativa (Alerj), realizada nesta terça-feira (16), o presidente interino Guilherme Delaroli (PL) atuou para acalmar os ânimos e minimizar as divergências entre parlamentares até o início do recesso.
A intenção é garantir que a última sessão do ano, transferida para quinta-feira (18) por causa do jogo do Flamengo, ocorra em um ambiente mais estável no plenário. O clima na Casa se tornou mais tenso após o afastamento do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), que nesta terça-feira voltou a ser alvo de busca e apreensão da Polícia Federal.
O episódio agravou disputas internas e chegou a provocar movimentos de retaliação por parte da base governista contra a oposição durante votações recentes. Deputados reclamaram do movimento e ameaçaram obstruir a pauta desta semana. Diante do clima beligerante, Delaroli, que também iniciou um processo de reestruturação da Casa, convocou as lideranças.
Tensão política e tentativa de acomodação
Com uma pauta considerada extensa e sensível, parlamentares passaram a trabalhar para aparar arestas e reduzir o risco de novos embates. A avaliação predominante é que o momento exige esforço de conciliação para evitar o travamento das votações e garantir o avanço das matérias antes do recesso parlamentar.
Delaroli buscou sinalizar disposição para o diálogo e reforçou a necessidade de um mínimo de entendimento entre as bancadas para conduzir os trabalhos nos próximos dias, diante do acúmulo de projetos e da pressão do calendário legislativo.
Pauta pesada na última sessão
Entre os itens previstos para apreciação estão o orçamento estadual de 2026, a revisão do Plano Plurianual, as contas do governo referentes aos exercícios de 2022 e 2023 e a mensagem do Executivo sobre a adesão do Rio ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Esse último tema acabou saindo de pauta nesta terça-feira após o projeto receber 34 emendas parlamentares.
Também constam na ordem do dia a análise de 24 vetos do governador e mais de 400 projetos de resolução que tratam da concessão de homenagens, o que amplia ainda mais a complexidade da sessão prevista para quinta-feira.
Vetos e homenagens sem consenso
Durante a reunião do colégio de líderes, não houve acordo sobre a votação dos vetos, que deverão ser discutidos diretamente em plenário. Um deles inclusive é o que barrou a gratificação faroeste para agentes da Polícia Civil. Já em relação às homenagens, as lideranças chegaram a um entendimento para evitar novos focos de conflito.
Ficou decidido que não seriam incluídos nomes considerados polêmicos nas propostas de concessão de medalhas e diplomas. A expectativa das lideranças é que esse ajuste contribua para reduzir tensões e permita que a Alerj conclua o ano legislativo com a votação dos principais temas pendentes.






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