A nova rodada da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3) pela Folha de S. Paulo mostra que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) preservam seus principais redutos eleitorais, enquanto Augusto Cury (Avante) ganha espaço em segmentos específicos do eleitorado. O presidente continua com ampla vantagem no Nordeste, enquanto o senador lidera no Sul.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 38% das intenções de voto no país, contra 33% de Flávio. Cury, que avançou seis pontos percentuais, alcançou 8%.
Os recortes regionais, no entanto, revelam diferenças expressivas. Lula chega a 53% no Nordeste, seu melhor desempenho entre as regiões e grupos sociodemográficos analisados. Flávio, por sua vez, alcança 44% no Sul.
Nordeste permanece como principal reduto de Lula
No Nordeste, Lula mantém os mesmos 53% registrados na pesquisa anterior. Flávio aparece com 22%, ante 25% há duas semanas. A margem de erro para a região é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.
No Sul, o cenário é inverso. Flávio tem 44%, enquanto Lula aparece com 25%. Na rodada anterior, o senador registrava 38% e o presidente, 33%, situação que configurava empate técnico.
Flávio oscilou seis pontos para cima e Lula, oito para baixo. As variações, porém, permanecem dentro do limite considerado na comparação, diante da margem de erro de seis pontos percentuais para o recorte regional.
No Sudeste, a disputa está tecnicamente empatada. Lula aparece com 36% e Flávio, com 34%. Na pesquisa anterior, as posições estavam invertidas: o senador tinha 36% e o presidente, 33%.
O equilíbrio também aparece no agrupamento Centro-Oeste/Norte. Flávio registra 39% e Lula, 33%. Há duas semanas, os percentuais eram de 35% e 33%, respectivamente.
Flávio lidera entre evangélicos e Lula entre católicos
A divisão também aparece quando os eleitores são analisados por religião. Flávio conserva vantagem entre os evangélicos, embora tenha oscilado de 48% para 45%. Lula passou de 23% para 24%. As mudanças estão dentro da margem de erro de quatro pontos percentuais para esse segmento.
Entre os católicos, a situação se inverte. Lula lidera com 44%, contra 29% de Flávio. Na pesquisa anterior, o petista aparecia com 46%, enquanto o senador já registrava 29%.
Entre os eleitores com ensino superior, Flávio apresentou uma das mudanças mais relevantes da rodada. O senador passou de 42% para 51%, enquanto Lula oscilou de 45% para 37%. A alta do candidato do PL superou em um ponto o limite da margem de erro considerado na comparação.
Em uma eventual disputa de segundo turno, o Datafolha aponta equilíbrio entre os dois principais candidatos. Lula registra 46% e Flávio, 44%, configurando empate técnico. Há duas semanas, o placar era de 47% a 43%.
Cury dispara entre eleitores de 25 a 34 anos
O avanço de Augusto Cury chama atenção principalmente entre os mais jovens. Na faixa de 25 a 34 anos, o escritor e psiquiatra saltou de 1% para 14%, seu maior percentual entre os segmentos analisados. A variação supera o limite da margem de erro para o grupo.
Entre os eleitores de 16 a 24 anos, Cury passou de zero para 10%. Nesse caso, a mudança permanece dentro do limite considerado para comparação, diante da margem de erro de seis pontos percentuais.
Cury também alcançou 14% entre os eleitores com ensino superior, depois de registrar 4% na pesquisa anterior. Entre aqueles com ensino médio, avançou de 1% para 8%. As duas variações superam os respectivos limites das margens de erro.
O candidato do Avante também cresceu entre os eleitores que se declaram pardos, passando de 1% para 8%.
Rejeição de Lula e Flávio segue elevada
Apesar de concentrarem a maior parte das intenções de voto, Lula e Flávio também lideram a rejeição. Segundo o Datafolha, 47% afirmam que não votariam de jeito nenhum no senador, enquanto 45% dizem o mesmo sobre o presidente.
A pesquisa também mostra que o governo Lula é considerado ruim ou péssimo por 42% dos entrevistados. Outros 31% avaliam a gestão como ótima ou boa, enquanto 25% a classificam como regular.
O Datafolha ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em 125 cidades nos dias 1º e 2 de setembro. A margem de erro para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela TV Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03669/2026.







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