Danilo do Mercado dizia andar sem segurança; suspeitos por seu assassinato foram presos

O vereador de Duque de Caxias e o seu filho foram mortos em atentado ocorrido em março de 2021

Danilo do Mercado foi assassinado em 2021

Investigado por homicídio, o vereador Danilo do Mercado (MDB), morto a tiros em um atentado em março de 2021 em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, dizia andar sem segurança e negava o envolvimento com milícias locais.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio deflagraram nesta quinta-feira (11) uma operação com o cumprimento de seis mandados de prisão dos suspeitos de envolvimento no assassinato do político e do filho dele, Gabriel Francisco Gomes da Silva. Entre os suspeitos, há três policiais militares. Dois dos investigados pelo crime já foram presos.

Um dos personagens da série do site UOL “Milícia nas Urnas”, que mostrou a relação entre grupos paramilitares e as eleições de 2020 no RJ, Danilo do Mercado negou envolvimento com milícias e grupos de extermínio em Duque de Caxias, atribuindo as acusações a rivais políticos.

Ele era apontado pela Polícia Civil como o principal suspeito de mandar matar dois homens em junho de 2020. De acordo com as investigações, o vereador teria tentado comprar o terreno de uma das vítimas, que se recusou a fazer negócio e passou a receber ameaças.

“Se você vier no meu bairro, pode perguntar pra qualquer um. Ninguém vai dizer que fui eu [quem mandou matar os dois homens]. Eu não ando com segurança. Se tivesse envolvimento com milícia, eu estaria morto numa hora dessas”, disse ao UOL meses antes de ser morto.

Após fotografar o comitê de campanha de Danilo a bordo de um carro descaracterizado no bairro Vila Maria Helena para a série de reportagens, a reportagem do UOL passou a ser seguida por um veículo preto com vidros filmados até deixar Duque de Caxias.

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