Contratos de André Moura entram na mira de auditoria e podem parar na PF

TCE, Ministério Público e governo estadual ampliam o cerco sobre contratos milionários firmados durante a gestão de André Moura em Brasília.

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As estripulias com dinheiro público promovidas pelo ex-secretário-chefe da Representação do Governo do Estado em Brasília, André Moura, começam a vir à tona. O pedido de informações encaminhado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) sobre a estranhíssima contratação, sem licitação, de uma empresa para ministrar cursos a quase cinco mil pessoas, ao custo estratosférico de R$ 52 milhões, é apenas a ponta do iceberg.

Outros contratos milionários firmados pelo notório político sergipano também já entraram no radar do Ministério Público e do próprio governador interino Ricardo Couto, que autorizou uma auditoria rigorosa sobre negócios administrativos considerados esdrúxulos. Todos têm em comum valores superlativos, objetivos questionáveis e a ausência de licitação.

É o caso, por exemplo, da contratação da Fundação Cesgranrio para avaliar os resultados do programa Segurança Presente. Outros R$ 50 milhões foram comprometidos nessa operação, que agora também está sob escrutínio dos órgãos de controle. É mais uma contratação com propósitos obscuros e valores astronômicos 

Tudo o que está sendo apurado será encaminhado ao Ministério Público e, em alguns casos, à Polícia Federal. As entidades contratadas poderão ser instadas judicialmente a devolver recursos ao erário, enquanto ordenadores de despesas poderão responder civil, administrativa e criminalmente pelos atos praticados.

André Moutra atuava no governo do estado em parceria com Rodrigo Bacellar. Algumas contratações consideradas heterodoxas tinham quase sempre a digital da dupla.

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