Cleitinho lidera disputa pelo governo de Minas, com Patrus e Kalil empatados no 2º lugar

Senador lidera disputa pelo governo mineiro, enquanto Alexandre Kalil e Patrus Ananias têm 12% cada; governador Mateus Simões aparece com 4% na tentativa de reeleição

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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) começou a campanha eleitoral com vantagem expressiva na disputa pelo Governo de Minas Gerais. Pesquisa Datafolha mostra o candidato com 32% das intenções de voto, 20 pontos percentuais à frente dos adversários mais próximos.

O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e o deputado federal Patrus Ananias (PT) aparecem empatados na segunda posição, com 12% cada. Os dois, neste momento, disputam diretamente uma vaga para tentar avançar a um eventual segundo turno contra Cleitinho.

A situação mais delicada na largada é a do governador Mateus Simões (PSD). Candidato à reeleição e apoiado pelo presidenciável Romeu Zema (Novo), ele aparece com apenas 4%, empatado com o empresário Flávio Roscoe (PL) e o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB).

O levantamento é o primeiro do Datafolha em Minas após a definição das candidaturas e foi realizado já durante a campanha eleitoral.

Cleitinho se distancia dos adversários

A pesquisa mostra Cleitinho isolado na liderança e com mais intenções de voto do que Kalil e Patrus somados. O desempenho também confirma o peso eleitoral do senador em Minas depois de uma trajetória marcada pela forte presença nas redes sociais.

A candidatura, no entanto, enfrentou incertezas antes de ser oficializada. Cleitinho chegou a ser preterido inicialmente pelo Republicanos, mas acabou confirmado na corrida pelo Palácio Tiradentes.

Sua entrada reorganizou principalmente o campo mais à direita do eleitorado mineiro, que chega à disputa fragmentado.

Além de Cleitinho e Mateus Simões, Flávio Roscoe concorre pelo PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Gabriel Azevedo, do MDB, completa o grupo de candidatos que aparecem com 4%.

Em um patamar inferior, Túlio Lopes (PCB) registra 2%. Rafael Duda (PSTU), Ben Mendes (Missão) e Indira Xavier (UP) aparecem com 1% cada. Henrique Áreas (PCO) não pontuou.

O levantamento mostra ainda espaço significativo para mudanças ao longo da campanha: 14% dos entrevistados dizem votar em branco ou nulo e 13% ainda estão indecisos.

Simões tem avaliação positiva, mas enfrenta dificuldade nas urnas

Os números colocam Mateus Simões diante de um desafio particular. Embora disponha da estrutura do governo estadual e do apoio de Romeu Zema, sua avaliação administrativa ainda não foi convertida em intenção de voto.

Segundo o Datafolha, 41% dos entrevistados aprovam a gestão do governador, enquanto 32% a desaprovam. Apesar disso, apenas 4% indicam voto em Simões neste momento.

O governador também enfrenta a pulverização das candidaturas à direita.

Além de não conseguir evitar a entrada de Cleitinho, Simões viu o PL apostar em candidatura própria com Flávio Roscoe. O empresário representa a legenda de Flávio Bolsonaro no estado e acrescenta outro nome ao campo político que poderia, em um cenário diferente, estar reunido em torno da reeleição do governador.

A candidatura de Simões também está diretamente associada ao projeto presidencial de Zema. O ex-governador mineiro disputa a Presidência pelo Novo e tem em seu sucessor um aliado na corrida estadual.

A pesquisa indica, entretanto, que esse vínculo ainda não foi suficiente para impulsionar Simões.

Patrus e Kalil disputam espaço à esquerda

Se a direita chega fragmentada à eleição mineira, o campo da esquerda também começa a campanha dividido entre duas candidaturas competitivas.

Patrus Ananias foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para representar o partido na corrida pelo governo depois que outros nomes cogitados desistiram.

Entre eles estavam o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT). Marília decidiu disputar uma das vagas de Minas no Senado.

Patrus, ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro dos governos petistas, inicia a campanha com 12%. O problema para a estratégia do PT é que Alexandre Kalil aparece exatamente com o mesmo percentual.

Ex-prefeito da capital mineira, Kalil concorre pelo PDT e disputa uma parcela do eleitorado que poderia se aproximar da candidatura apoiada por Lula.

A divisão ganha importância porque Cleitinho, neste primeiro levantamento após o início da campanha, aparece 20 pontos à frente dos dois candidatos.

Com 27% dos eleitores entre indecisos e votos brancos ou nulos, porém, a disputa ainda apresenta um contingente relevante de votos potencialmente disponíveis ao longo das próximas semanas.

Marília Campos lidera corrida ao Senado

A eleição para o Senado aparece bem mais aberta do que a disputa pelo governo.

Marília Campos lidera com 11% das intenções de voto. Na sequência aparece Carlos Viana (PSD), com 8%.

Domingos Sávio (PL) registra 6%, enquanto Marcelo Aro (PP) tem 5%. Ana Luiza do MLB (UP) aparece com 4%, e Marco Antônio Superman (Novo), com 3%.

Outros seis candidatos têm 2% cada: Áurea Carolina (PSOL), Manoel Carvalho (MDB), Gustavo Galassi (PSDB), Tião Pessoa (PCO), Marcelo Heringer (PDT) e Victória Mello Vic (PSTU).

O elevado percentual de eleitores sem candidato definido reforça a indefinição na corrida pelas vagas. Os indecisos chegam a 24%, enquanto votos em branco ou nulos representam 21%.

A pesquisa Datafolha foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e ouviu 1.204 eleitores de 16 anos ou mais entre 18 e 21 de agosto.

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo MG-00446/2026.

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