Cerol na mira: Comissão da Alerj vai intensificar fiscalização após morte de coronel no Rio

Comissão do Cumpra-se promete apertar fiscalização após clube atribuir queda de parapente a uma linha cortante na área de voo

Adicione o Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

A morte de um experiente praticante de voo livre em São Conrado levou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a reforçar a cobrança pelo cumprimento das leis que proíbem cerol, linha chilena e outros materiais cortantes usados em pipas. A Comissão do Cumpra-se vai apertar o cerco contra a comercialização e o uso desses produtos no estado.

O presidente do colegiado, deputado Carlos Minc (PSB), reuniu-se na quarta-feira (02) com representantes do Clube São Conrado de Voo Livre. Entre os assuntos discutidos esteve a morte do coronel do Exército Roberto Cruz Ferreira Lima, integrante da entidade.

Na semana passada, o militar realizava um voo de parapente quando caiu no mar de São Conrado, na Zona Sul do Rio. Segundo o clube, o acidente teria sido provocado por uma linha de pipa com cerol ou linha chilena que estava na área utilizada pelos praticantes de voo livre.

Minc afirmou, durante sessão da Alerj, que a Comissão do Cumpra-se solicitou ações preventivas e pretende intensificar a cobrança por fiscalização. “A Comissão do Cumpra-se vai incentivar o cumpra-se da lei que veda e determina a fiscalização sobre isso”, declarou o parlamentar.

Leis proíbem materiais cortantes

A cobrança envolve o cumprimento das leis estaduais 7.784/17 e 8.478/19, que estabelecem restrições à fabricação, comercialização, compra, porte, posse e utilização de cerol, linha chilena e outros produtos cortantes destinados a pipas no Estado do Rio.

Minc relacionou episódios graves envolvendo esses materiais à necessidade de ampliar a fiscalização. Ao tratar da morte do coronel, o deputado afirmou que o material cortante teria atingido o equipamento utilizado durante o voo, e não diretamente o piloto.

“Como isso é proibido por lei, a gente combinou que a Comissão do Cumpra-se vai intensificar a vistoria e as punições, as fiscalizações em relação à venda e ao uso do cerol nas pipas”, disse.

Conflito no espaço aéreo

A segurança dos praticantes de voo livre em São Conrado já vinha sendo discutida por outro motivo: a presença de helicópteros que realizam voos panorâmicos sobre pontos turísticos do Rio.

Segundo Minc, os pilotos de asa-delta e parapente chegaram a alterar suas rotas por causa da circulação das aeronaves, especialmente nas proximidades do Cristo Redentor. O deputado afirmou que mudanças nas operações dos helicópteros permitiram a retomada de trajetos que estavam comprometidos havia anos.

O parlamentar disse ainda que acompanha medidas destinadas a ampliar a fiscalização dos voos de helicóptero e citou uma ação civil pública relacionada ao tema.

Comissão promete intensificar fiscalização

A reunião desta quarta-feira ampliou a pauta de segurança discutida com os representantes do Clube São Conrado de Voo Livre. Além da questão dos helicópteros, o encontro abordou a fiscalização do uso de linhas cortantes e demandas relacionadas a um espaço adotado pela entidade.

Após a morte do coronel, o cerol e a linha chilena passaram a ocupar lugar central nas preocupações do grupo. Minc manifestou solidariedade aos integrantes do clube e afirmou que a comissão atuará para pressionar os órgãos responsáveis a fazer cumprir a legislação estadual.

A intenção do colegiado é reforçar a fiscalização tanto sobre a venda quanto sobre o uso dos materiais proibidos, buscando reduzir os riscos não apenas para praticantes de voo livre, mas também para outras pessoas expostas às linhas cortantes.

Relacionadas

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo