A prisão de um eleitor brasileiro-argentino durante a votação deste domingo (4) provocou tumulto na embaixada do Brasil em Buenos Aires e mobilizou amigos e familiares de Emiliano Fuentes Firmani, de 47 anos. O gestor cultural foi detido enquanto aguardava para votar e levado algemado para um centro de detenção provisória no centro da capital argentina.
Segundo relatos de pessoas que testemunharam a ocorrência, a confusão começou no fim da manhã, quando agentes abordaram um ambulante que vendia camisas com imagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Durante a ação, Emiliano teria tentado defender o vendedor.
Ainda de acordo com os relatos, o eleitor segurou as mercadorias que estavam sendo apreendidas e não teria obedecido às ordens dos agentes para devolvê-las. A situação acabou provocando uma discussão e, posteriormente, a prisão.
Detenção provoca tumulto
A abordagem causou revolta entre pessoas que estavam no local para votar. Testemunhas registraram a ação em vídeos e tentaram impedir que Emiliano fosse levado para uma viatura policial.
O gestor cultural acabou sendo algemado e conduzido para o centro de detenção provisória localizado na rua Suipacha, no centro de Buenos Aires.
Funcionários da embaixada brasileira tentaram intervir durante a ocorrência. Entre eles estava o cônsul-geral do Brasil em Buenos Aires, Raymundo Magno.
Amigos convocam protesto
Após a prisão, amigos e familiares de Emiliano iniciaram uma mobilização para exigir a libertação do brasileiro-argentino.
Em uma mensagem divulgada por Ramiro Varela, amigo do detido, o grupo classificou a prisão como injusta e convocou apoiadores para um protesto pacífico em frente ao local onde Emiliano está detido.
“Repudiamos energicamente a detenção de Emiliano Fuentes e exigimos sua libertação imediata”, diz o texto.
A mobilização ocorre enquanto ele permanece detido na capital argentina. Até o momento, os relatos divulgados sobre o caso apontam que a prisão ocorreu após a intervenção do eleitor durante a apreensão das mercadorias do ambulante.
O caso chamou a atenção de brasileiros que estavam na embaixada para participar da votação e gerou questionamentos sobre a abordagem policial durante o processo eleitoral.







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