Trump evita declarar apoio a Flávio Bolsonaro e diz acompanhar eleição do Brasil

Presidente dos EUA não respondeu se apoia o senador e voltou a afirmar que acompanha de perto o pleito brasileiro, marcado para domingo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou declarar apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência do Brasil e voltou a afirmar, nesta sexta-feira (2), que acompanha de perto a eleição brasileira, marcada para domingo (4).

Questionado por jornalistas na saída da Casa Branca se apoia Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Trump não respondeu diretamente. “Estamos de olho em tudo e vamos observar esta eleição de muito perto”, afirmou antes de embarcar no avião presidencial. A declaração também foi registrada por veículos que acompanharam a fala do presidente americano.

Trump evita citar candidato brasileiro

A manifestação desta sexta-feira repete o tom adotado por Trump na quinta-feira (1º), quando também foi questionado sobre a eleição brasileira. Na ocasião, o presidente americano não mencionou nenhum candidato e destacou a importância do Brasil e do pleito.

“O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, declarou Trump.

A postura contrasta com manifestações públicas de Trump em outras eleições da América Latina. No pleito colombiano, por exemplo, o presidente americano declarou apoio a Abelardo de la Espriella, que posteriormente venceu a eleição.

Senadores dos EUA questionam atuação de Trump

As declarações de Trump ocorrem em meio a críticas de parlamentares democratas americanos sobre a atuação da Casa Branca em relação à eleição brasileira. Em 28 de setembro, os senadores Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, na qual questionaram ações do governo Trump e pediram garantias de que os Estados Unidos reconhecerão o resultado certificado das urnas.

Na carta, os três senadores afirmaram estar preocupados com ações que, segundo eles, “ameaçam a aliança estratégica com o Brasil” e apontaram o que classificaram como uma campanha de “interferência e desestabilização” no país. Os parlamentares também citaram o encontro entre Trump e Flávio Bolsonaro no Salão Oval como um dos episódios que, na avaliação deles, deveriam ser considerados.

Cartas cobram reconhecimento do resultado

A nova manifestação dos senadores ocorreu poucos dias depois de outra carta, assinada por 31 parlamentares democratas, incluindo o senador Bernie Sanders. O documento também foi encaminhado a Rubio e questionou medidas adotadas pelo governo Trump em relação ao Brasil, incluindo tarifas e sanções.

No documento mais recente, Shaheen, Kaine e Welch perguntaram se o governo Trump se comprometerá a reconhecer o resultado certificado das eleições brasileiras de 2026 e a manter relações diplomáticas normais com qualquer candidato escolhido pelos eleitores. O Departamento de Estado já havia declarado que respeitaria o resultado de uma eleição livre e justa no Brasil.

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