O Brasil intensifica as negociações para transformar o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão, em um polo internacional de lançamentos de foguetes e satélites. Atualmente, cerca de 20 empresas da América, Europa, Ásia e Oceania discutem contratos com o governo federal para utilizar a base, em um movimento que busca inserir o país em um mercado bilionário em expansão.
As informações são do jornal O Estado de São Paulo. A expectativa é que ao menos um lançamento comercial seja realizado ainda em 2026, servindo como vitrine para atrair novos clientes. Entre as empresas autorizadas está a sul-coreana Innospace, que recebeu aval da Agência Espacial Brasileira (AEB) para realizar operações no centro espacial.
As negociações são conduzidas pela Empresa de Projetos Aeroespaciais (Alada), estatal criada em 2024 para captar clientes, intermediar as autorizações necessárias e administrar os contratos de utilização da infraestrutura de Alcântara. Segundo a empresa, os recursos obtidos serão reinvestidos na modernização e ampliação da própria base.
Foguetes de pequeno e médio porte
A infraestrutura de Alcântara está preparada para operar foguetes de pequeno e médio porte, capazes de colocar em órbita cargas de até 50 toneladas, atendendo à maior parte da demanda mundial por lançamentos comerciais.
A estratégia representa uma mudança de rumo para o programa espacial brasileiro. Inaugurado em 1983 com o objetivo de desenvolver um lançador nacional, o centro sofreu um duro revés em 2003, quando a explosão de um foguete durante os preparativos para o lançamento matou 21 profissionais e interrompeu o avanço do projeto brasileiro.
Desde então, a base passou por modernizações e concentrou suas atividades em voos suborbitais. Agora, diante da expansão da indústria espacial e da crescente demanda por locais de lançamento, o governo aposta na exploração comercial da infraestrutura para inserir o Brasil no mercado global.







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