BNDES projeta R$ 68 bilhões para ampliar metrô, VLT e BRT no Rio

O Rio de Janeiro pode passar por uma das maiores expansões de transporte de massa das últimas décadas. Um levantamento do BNDES identificou 15 projetos considerados prioritários para ampliar as redes de metrô, VLT e BRT na capital, na Baixada Fluminense e em outros municípios da Região Metropolitana. Juntas, as propostas somam 544 quilômetros e…

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O Rio de Janeiro pode passar por uma das maiores expansões de transporte de massa das últimas décadas. Um levantamento do BNDES identificou 15 projetos considerados prioritários para ampliar as redes de metrô, VLT e BRT na capital, na Baixada Fluminense e em outros municípios da Região Metropolitana. Juntas, as propostas somam 544 quilômetros e exigiriam investimentos de pelo menos R$ 68 bilhões.

Entre os projetos estão obras que há anos aparecem no planejamento de mobilidade do estado, como a Linha 3 do metrô, ligando o Rio a São Gonçalo, além da extensão da Linha 2 e de novos trajetos na Zona Norte e na Zona Sul.

Apesar do tamanho do pacote, boa parte das propostas ainda está em fase de estudo. A definição sobre quais projetos efetivamente seguirão para licitação deverá ficar para a próxima administração estadual.

Linha 2 até a Praça 15

Um dos projetos considerados mais avançados é a extensão da Linha 2 do metrô. Atualmente, a linha conecta a Pavuna a Botafogo, mas o planejamento prevê uma nova ligação de aproximadamente três quilômetros entre o Estácio e a Praça 15.

A obra é estimada em R$ 3,3 bilhões. O financiamento deverá ser feito pelo BNDES, e há expectativa de liberação dos recursos ainda em 2026, embora não exista prazo definido para o começo das intervenções.

Segundo o planejamento, a extensão poderia reduzir os intervalos entre as composições e elevar em até 70% a capacidade do sistema.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o volume de recursos considerado neste momento leva em conta o fim da atual gestão estadual e a decisão de não deixar grandes compromissos financeiros para o próximo governo.

Linha 3 volta ao centro dos planos

Outra proposta de grande impacto é a Linha 3, que pretende conectar o Rio a Niterói e São Gonçalo. O desenho prevê que os trens atravessem a Baía de Guanabara por um trecho subterrâneo até a Praça Arariboia, em Niterói.

A partir dali, a linha seguiria em direção a Alcântara, em São Gonçalo. O projeto prevê 12 estações. Os estudos da Linha 3, somados aos da expansão da Linha 4, têm custo estimado em R$ 32 milhões.

A Linha 3 voltou a ganhar espaço também no debate eleitoral deste ano. A proposta é considerada estratégica para ampliar a ligação entre a capital e o Leste Fluminense, uma região fortemente dependente do transporte rodoviário.

VLT e novas linhas

O pacote estudado pelo BNDES não se limita às linhas já conhecidas. Uma das propostas prevê um VLT saindo de Botafogo em direção à Gávea e ao Leblon, passando por vias como São Clemente, Voluntários da Pátria, Humaitá e Jardim Botânico.

Também está em análise uma nova linha de metrô entre a estação Uruguai, na Tijuca, e Del Castilho, com sete estações. Outro projeto prevê estender a Linha 4 até o Terminal Alvorada e, em uma etapa adicional, avançar até o Recreio.

Há ainda uma proposta de ligação metroviária entre a Alvorada e Cocotá, na Ilha do Governador, com previsão de 20 estações.

A aposta em transporte sobre trilhos busca reduzir uma forte dependência do sistema rodoviário. Estudo citado no levantamento aponta que cerca de 90% dos deslocamentos na Região Metropolitana atualmente são realizados por carros, vans, ônibus e motocicletas.

A discussão sobre a expansão da rede ocorre ainda em um momento em que a tarifa do metrô do Rio está entre as mais altas do país, a R$ 8,20. Especialistas defendem maior participação de subsídios públicos para evitar que os custos de operação sejam sustentados quase exclusivamente pelos passageiros.

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