Cláudio Rafael: polícia identifica mais três envolvidos no espancamento

Polícia identifica funcionária que entregou um porrete, homem que presenciou agressões e responsável pela contratação dos seguranças

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A investigação sobre o espancamento que provocou a morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, em Copacabana, avançou nesta segunda-feira (24). A Polícia Civil identificou mais três pessoas que teriam algum tipo de envolvimento no episódio. Segundo as investigações, oito pessoas participaram direta ou indiretamente do caso, e quatro homens já foram presos.

Entre os novos identificados estão um homem que aparece nas imagens acompanhando as agressões, uma funcionária de bar que teria entregado um pedaço de madeira a um segurança e o responsável pela contratação dos vigias. Os três deverão ser ouvidos pelos investigadores.

A 12ª DP (Copacabana) ainda procura identificar outro homem registrado em imagens dando chutes em Cláudio Rafael. O ciclista morreu no dia seguinte às agressões, em consequência de hemorragia e traumatismo.

Polícia procura outro homem

Até agora, quatro homens foram presos durante a investigação, entre eles dois entregadores e dois seguranças. Segundo a apuração policial, um dos seguranças não teria participado diretamente das agressões.

O outro é Davi dos Santos Machado, que confessou ter agredido Cláudio Rafael. Em depoimento, ele classificou as pauladas como um “ato insano” e afirmou não saber explicar o motivo de ter agido daquela maneira.

Inicialmente, Davi havia declarado que dera apenas um soco na vítima e atribuído as demais agressões aos entregadores. Posteriormente, mudou a versão e admitiu as pauladas. De acordo com seu próprio relato, Cláudio Rafael não ofereceu resistência durante a abordagem.

A polícia também analisa um vídeo gravado depois do crime no qual Davi aparece verificando a posição das câmeras de segurança na Rua Felipe de Oliveira, onde ocorreram as agressões.

“Foi aqui. Ó, câmera, não tem câmera aqui, para tu ver, não tem câmera. Tá virada para lá. Foi aqui”, afirmou o segurança na gravação.

Testemunhas também estão na mira

A investigação não se limita a quem teria agredido diretamente Cláudio Rafael. Pessoas que acompanharam a cena sem prestar auxílio também deverão ser identificadas e chamadas para depor.

“Todas as pessoas que presenciaram essa cena, a gente vai identificá-los, a gente pretende ouvi-las, até porque elas podem responder por omissão de socorro. Elas presenciaram e nada fizeram”, afirmou o delegado titular da 12ª DP, Ângelo Lages.

A polícia também pretende esclarecer as circunstâncias em que o pedaço de madeira usado nas agressões chegou às mãos do segurança e ouvir o responsável pela contratação dos vigias.

Segundo o depoimento de Davi, ele chegou a telefonar para o chefe da segurança, identificado como Aluísio, para informar o que estava acontecendo e pedir orientação. Ainda conforme o relato, recebeu a determinação de fotografar a bicicleta.

Bicicleta era da irmã da vítima

A suspeita que desencadeou a abordagem também perdeu sustentação durante a investigação. Davi declarou à polícia que não havia informação concreta de que a bicicleta estivesse furtada.

O veículo pertencia à irmã de Cláudio Rafael. Segundo familiares, ele tinha problemas cognitivos que afetavam sua capacidade de comunicação. Na noite de 11 de agosto, ao ser questionado sobre a bicicleta, teria respondido apenas “não”, porque o veículo não era dele.

Dias depois das agressões, Davi chegou à 12ª DP pedalando justamente a bicicleta usada por Cláudio Rafael. O veículo havia sido retirado do local na noite do crime por outro segurança, Jorge Luiz Ricardo Dias.

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